Esforços para impor taxas de trânsito a carregamentos de petróleo através do Estreito de Hormuz surgiram durante um cessar-fogo de duas semanas, com o Irão a procurar aceitar pagamentos em criptomoeda ou moedas como o yuan chinês. O plano reflete uma estratégia para reter influência sobre a via navegável enquanto as negociações sobre acordos futuros continuam.
As embarcações seriam obrigadas a fornecer detalhes da carga para revisão antes do trânsito, permitindo às autoridades determinar elegibilidade e atribuir uma taxa. Este processo destina-se a manter supervisão dos carregamentos e prevenir o movimento de armas durante o período de cessar-fogo.
A taxa proposta é de US$1 por barril (AU$1,45), aplicando-se a petroleiros carregados, enquanto embarcações vazias podem ser autorizadas a passar sem pagamento. Os navios aprovados seriam então obrigados a completar o pagamento em ativos digitais dentro de um prazo limitado após avaliação.
A aceitação de criptomoeda destaca uma estratégia mais ampla para contornar restrições financeiras ligadas a sanções, evitando sistemas bancários tradicionais. Também ilustra como as moedas digitais estão a ser cada vez mais utilizadas em comércio de alto nível e contextos geopolíticos.
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Representantes da indústria levantaram objeções, argumentando que as taxas aumentariam custos operacionais e criariam incerteza para os mercados energéticos globais. Propostas discutidas em negociações sugerem que as taxas podem atingir US$2 milhões (AU$2,9 milhões) por navio.
Preocupações adicionais centram-se na exposição legal e nas implicações para normas de navegação global, particularmente em torno da navegação livre através de rotas marítimas críticas.
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