A administração do presidente Donald Trump irá, segundo relatos, suspender algumas tarifas sobre a carne de bovino em meio a preços recorde.
Na segunda-feira, o The Wall Street Journal noticiou que a tarifa mais elevada "sobre todas as nações exportadoras de carne de bovino" seria temporariamente desmantelada.

Segundo o relatório, a Small Business Administration também deverá aumentar o acesso a empréstimos e capital para os criadores de gado dos EUA. O esforço incluirá, alegadamente, a redução das proteções para os lobos cinzentos e mexicanos ao abrigo da Lei das Espécies em Vias de Extinção. Os regulamentos sobre etiquetas eletrónicas auriculares para o gado também serão flexibilizados.
Os preços da carne de bovino nos Estados Unidos atingiram máximos históricos, impulsionados por uma combinação de fatores, incluindo condições de seca que afetam a criação de gado, perturbações na cadeia de abastecimento e aumento dos custos de alimentação animal. A subida dos preços da carne de bovino afetou duramente os consumidores americanos, com a carne picada e os bifes a atingirem preços elevados nos supermercados em todo o país, obrigando muitas famílias a reduzir o consumo de carne ou a procurar fontes alternativas de proteína.
Os criadores de gado reduziram os seus rebanhos em resposta à seca prolongada e ao aumento dos custos operacionais, o que limitou a oferta global de carne de bovino disponível para os mercados. Os analistas do setor apontam os desafios climáticos, em particular as graves condições de seca nos principais estados produtores de gado, como o Texas e o Sudoeste, como o principal fator da redução do tamanho dos rebanhos e do aumento dos preços.
A combinação de restrições de oferta e forte procura dos consumidores criou uma tempestade perfeita, fazendo com que os preços da carne de bovino atingissem níveis não vistos em memória recente, levantando preocupações sobre a inflação e o custo de vida das famílias americanas já a braços com faturas de supermercado elevadas.


