A Nu Holdings teve uma semana difícil — e isso reflete-se no preço das ações.
Nu Holdings Ltd., NU
A ação da NU caiu para uma mínima de 52 semanas de $11,72 a 2 de junho, negociando ligeiramente acima desse nível a $11,85. A ação caiu 26% nos últimos seis meses e está em baixa de 22% no acumulado de 2026. É um período difícil para uma empresa com uma capitalização bolsista de $63,15 mil milhões.
A queda acentuou-se depois de a empresa ter confirmado uma transição de CFO. Guilherme Lago, que está na Nu há sete anos e passou cinco deles como CFO, vai sair. Passará para um cargo de consultor especial a cobrir os comités de auditoria e de risco.
O seu substituto é Rob Livingston, que serviu mais recentemente como CFO da Visa para a América do Norte. Ocupou também cargos na Capital One Financial. Livingston integra oficialmente a empresa a 13 de julho e terá base nos EUA — um detalhe geográfico que não é acidental.
A Nu Holdings, a fintech brasileira que opera como Nubank, já recebeu aprovação condicional para lançar um banco nos Estados Unidos. É um facto significativo, e está claramente por trás da decisão de trazer alguém com o histórico norte-americano de Livingston.
O CEO David Vélez afirmou que Livingston traz "uma visão clara dos EUA" e um conhecimento profundo das instituições financeiras globais. Com mais de 135 milhões de clientes em toda a América Latina, a empresa quer agora demonstrar que consegue crescer além do seu território de origem.
Como parte da reestruturação, a Nu criará também um cargo dedicado de CFO para o Brasil — o que significa que Livingston não tratará de tudo a partir de São Paulo. A empresa tem operações ativas no Brasil, no México e na Colômbia, com cada mercado numa fase diferente.
A notícia sobre o CFO surgiu quase ao mesmo tempo que os resultados do 1.º trimestre de 2026, e esses resultados foram mistos.
A Nu reportou uma receita de $5 mil milhões — um recorde e um aumento de 41% em termos homólogos. O lucro líquido ficou em $871 milhões. À primeira vista, estes números parecem sólidos.
Mas o lucro por ação de $0,18 ficou 10% abaixo da previsão de $0,20. Para uma ação já sob pressão, isso não é um bom sinal.
A BofA Securities agiu rapidamente. O analista Mario Pierry rebaixou a NU de Neutral para Underperform e reduziu o preço-alvo de $16 para $10. A sua preocupação centra-se no momento da mudança de liderança, tendo em conta os atuais desafios do mercado de crédito da Nu no Brasil e a sua expansão para mercados mais recentes e menos testados.
O rebaixamento acrescentou peso a uma sessão já difícil para a ação.
Nem todos são pessimistas. O InvestingPro assinala que a ação parece subvalorizada nos níveis atuais, apontando para um rácio PEG de 0,42 — um número que sugere que o mercado poderá estar a subvalorizar o potencial de crescimento da Nu em relação aos seus pares.
Após o encerramento da sessão regular, a NU caiu um adicional de 0,6% para $12,91 nas negociações em horário alargado.
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