O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta 5ª feira (21.nov.2025) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionará na próxima semana o projeto de lei que isenta do IR (Imposto de Renda) quem recebe até R$ 5.000.
“A partir de 1º de janeiro estará aprovado –e será sancionado na semana que vem– que [quem ganha] até R$ 5.000, ninguém pagará Imposto de Renda neste país”, disse Haddad. O ministro participou da abertura do Salão do Automóvel em São Paulo.
O chefe da Fazenda declarou que o Brasil deixará a lista das 10 nações mais desiguais do mundo. Segundo ele, o país deve atingir seu menor nível de desigualdade conforme o Índice de Gini: “Esse índice vai atestar que, com as medidas que o presidente Lula tomou, como a revalorização do salário mínimo, após 7 anos congelado, e o reajuste da tabela do IR, o país avançou na redução das desigualdades”.
Eis abaixo o que muda quanto à isenção do Imposto de Renda:
A proposta também estabelece uma faixa de desconto. O governo propôs inicialmente que contemplasse quem tem renda mensal de R$ 5.000,01 a R$ 7.000. O relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), ampliou a faixa de desconto do IR de R$ 5.000,01 a R$ 7.350.
O texto estabeleceu um cálculo que possibilita o pagador de impostos economizar até R$ 4.067,57 por ano. Haverá uma tributação progressiva de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00. Conforme o salário da pessoa aumenta, o desconto do Imposto de Renda fica menor.
A equação utilizada pelo projeto de lei para calcular o desconto mensal é:
[978,62 – (0,133145 X rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)]
Neste caso, basta a pessoa preencher o valor que recebe mensalmente. Um exemplo: se o brasileiro com emprego formal de carteira assinada recebe R$ 5.350, a fórmula fica da seguinte maneira:
[978,62 – (0,133145 X 5.350)]
Com isso, é possível considerar que a pessoa economizará R$ 266,29 por mês e R$ 3.461,82 por ano (com o pagamento do 13º salário).
O Poder360 elaborou uma planilha de quanto o brasileiro deixará de pagar de acordo com a faixa de renda. Eis a íntegra (PDF – 129 kB).
Ao considerar a dedução parcial, aproximadamente 16 milhões de brasileiros serão beneficiados com a medida –a maioria no Sudeste, região mais populosa do país.
A isenção do Imposto de Renda a quem recebe até R$ 5.000 e os descontos aos brasileiros que ganham de R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00 custarão R$ 100,7 bilhões ao governo federal de 2026 a 2028. Para custear parte dessa conta, a equipe econômica propôs uma taxação mínima de 10% sobre “altas rendas”.
A tributação mínima de 10% incidirá sobre salários, aluguéis, dividendos, ganhos com ações em Bolsa de Valores e fundos de investimentos, planos de Previdência e outros.
Os alvos do tributo mínimo são os brasileiros que recebem R$ 50.000 por mês (ou R$ 600 mil por ano). Para os rendimentos iguais ou superiores a R$ 1,2 milhão, a alíquota mínima do Imposto de Renda será de 10%. Haverá uma equação para definir a alíquota do brasileiro que ganha de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão ou mais por ano.
A alíquota começa a 0% para quem ganha R$ 50.000 por mês. Para cada R$ 1.000 de aumento, a alíquota sobe 0,2 ponto percentual. Ou seja, quem recebe R$ 51.000 será cobrado por uma alíquota de 0,2%. Quem recebe R$ 52.000 mensais pagará uma taxa de 0,4%, e assim sucessivamente.
Uma das principais promessas de Lula foi mencionada ao menos 20 vezes durante a campanha, depois de ele ser eleito e já no cargo:
Acesse aqui a calculadora do Poder360 e saiba qual pode ser a economia com a isenção do Imposto de Renda, conforme o nível de renda.


