Diplomata afirma que acordo com EUA "recolocaria" o bloco no cenário global e afirma que Brasil perdeu a liderança na regiãoDiplomata afirma que acordo com EUA "recolocaria" o bloco no cenário global e afirma que Brasil perdeu a liderança na região

Mercosul está sem rumo, diz Rubens Barbosa

2025/12/03 00:40
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O diplomata aposentado e presidente do grupo Interesse Nacional, Rubens Barbosa, afirmou nesta 3ª feira (2.dez.2025) que o Mercosul está “sem rumo”. Ele deu a declaração no webinar “Uma estratégia para o Brasil em um mundo em transformação”, promovido pelo grupo em parceria com o jornal digital Poder360.

Barbosa, que foi embaixador do Brasil em Londres (1994-1999) e em Washington (1999-2004), avalia que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia “recolocará o bloco no cenário global e abrirá caminho para que o Brasil consiga fechar novos acordos com outros players.

O acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos sul-americano e europeu. O objetivo é promover uma maior integração econômica com a redução das tarifas alfandegárias, a facilitação do comércio de bens e serviços e a ampliação do acesso a mercados. Também inclui compromissos em áreas como propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental. Leia a íntegra do texto (PDF – 138 kB).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou em 23 de novembro que o acordo será assinado em 20 de dezembro. É uma previsão otimista. Setores agrícolas europeus, principalmente da França e da Áustria, são contra. O Parlamento francês votou em 27 de de novembro uma resolução para rejeitar o tratado.

RELAÇÕES EXTERNAS

Rubens Barbosa falou também durante o webinar sobre a relação Brasil-Estados Unidos. Ele afirmou ser preciso separar a política externa da ideologia. “Não consigo imaginar uma situação em que o Brasil fique 10 meses sem contato com a Casa Branca”, disse. Ele foi embaixador do Brasil em Washington de 1999, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até 2004, 2º ano do 1º mandato de Lula.

O ex-embaixador criticou a falta de diálogo entre os 2 países. Para ele, o governo brasileiro adotou a estratégia de aguardar e “culpar” os norte-americanos por não conseguir uma reunião para tratar do tarifaço. Disse que partiu dos EUA a iniciativa de negociar as tarifas de 40% sobre os produtos nacionais “por questões pragmáticas”.

“Todas as medidas que beneficiaram o Brasil indiretamente foram tomadas por exclusivo interesse das empresas ou do governo americano, sem nenhuma negociação”, afirmou. O tarifaço entrou em vigor no dia 6 de agosto de 2025. A 1ª reunião entre os líderes das duas nações só foi realizada em 26 de outubro, quando Lula e Trump se encontraram na Malásia.

Assista ao webinar do Poder360 (1h10min):

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