A inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), que acompanha a variação dos preços na saída da fábrica — sem impostos e fretes — caiu 0,48% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de setembro foi revisada de -0,25% para -0,24%.
Com o resultado de outubro, o IPP acumula nove meses consecutivos de queda. O indicador já havia recuado em fevereiro (-0,12%), março (-0,60%), abril (-0,12%), maio (-1,21%), junho (-1,27%), julho (-0,31%), agosto (-0,21%) e setembro (-0,24%).
Em 2025, o índice registra redução acumulada de 4,33%. Em 12 meses, o recuo é de 1,82%.
A indústria extrativa caiu 0,69% em outubro, após alta de 0,52% em setembro. Já a indústria de transformação caiu de 0,47%, ante -0,27% no mês anterior.
Entre as 24 categorias pesquisadas pelo IBGE, 11 tiveram variação negativa. A queda mais intensa ocorreu em produtos químicos (-2%), com impacto de -0,16 ponto percentual no índice geral. A principal contribuição para a baixa veio dos alimentos, com impacto de -0,36 ponto.
O gerente de análise do IBGE, Alexandre Brandão, afirma que o recuo acumulado no ano — o segundo menor da série histórica iniciada em 2014 — é influenciado pelo comportamento dos preços dos alimentos.
Segundo ele, fatores como a apreciação de 11,7% do real frente ao dólar nos primeiros dez meses do ano e o período de safra de produtos como cana-de-açúcar, soja e arroz contribuíram para aliviar custos na indústria.
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