A rede Ethereum registrou uma queda acentuada de validação logo depois do upgrade Fusaka.
Um bug no cliente Prysm derrubou parte significativa dos votos e deixou a rede a um passo de perder finalização — situação que comprometeria pontes, rollups e confirmações em exchanges.
O erro estava na versão v7.0.0 do Prysm, que gerava estados antigos ao processar atestações desatualizadas. Como consequência, vários nós pararam de funcionar. Os desenvolvedores recomendaram o uso temporário da flag “–disable-last-epoch-targets” para evitar falhas.
Além disso, dados do Beaconcha.in mostram que, no epoch 411.448, a participação caiu para 75% na sincronização e 74,7% no voto. O número ficou perigosamente perto do limite de 66%, necessário para manter a finalização da rede.
A falha coincidiu com a fatia de mercado do Prysm. Antes do incidente, ele respondia por 22,71% dos validadores; depois, caiu para 18%. Isso indica que a pane se concentrou quase totalmente nos usuários do cliente.
Entretanto, o desempenho voltou ao normal. No epoch 411.712, a participação subiu para 97% (sync) e quase 99% (vote), mostrando rápida recuperação.
O educador Anthony Sassano reforçou o alerta sobre o risco estrutural:
A distribuição entre clientes continua desequilibrada. O MigaLabs indica que o Lighthouse domina 52,55% dos nós, enquanto o Prysm fica com 18%. Antes do incidente, o Lighthouse estava abaixo de 48,5%.
Gráfico de diversidade de clientes – Fonte: MigaLabs
Portanto, a concentração segue um risco significativo. Caso um cliente dominante apresente falha séria — como ocorreu em 2023, quando a rede perdeu finalização duas vezes em 24 horas — todo o ecossistema pode travar.
Além disso, uma perda de finalização teria impactos imediatos:
Portanto, a diversidade abaixo de 33% por cliente mantém uma vulnerabilidade importante e limita a resiliência da rede.
O episódio reforça que o Ethereum continua dependente de poucos clientes para garantir segurança e finalização. Embora a rede tenha se recuperado rápido, a concentração no Lighthouse e no Prysm cria pontos únicos de falha.
A continuidade do avanço do staking e das soluções de segunda camada exige uma base mais distribuída e resistente. A pressão por mais diversidade de clientes tende a crescer, especialmente após incidentes tão próximos do limite crítico.
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