marte Unsplash Você já se perguntou que horas seriam em Marte? A resposta, que parecia confinada à ficção científica, agora é conhecida com precisão. Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) demonstraram que os relógios em Marte funcionam em média 477 microssegundos adiantados por dia em relação aos da Terra. Uma diferença quase imperceptível para o olho humano, mas que pode ser determinante para a exploração espacial e a futura comunicação interplanetária. A diferença não se explica apenas pelo fato de um dia marciano ser ligeiramente mais longo que 24 horas terrestres. Segundo a teoria da relatividade geral de Albert Einstein, quanto mais fraca for a gravidade, mais rápido o tempo passa. Como Marte tem cerca de um quinto da gravidade da Terra, seus relógios ganham esses microssegundos preciosos. A equipe do NIST utilizou o “areóide” — equivalente marciano ao nível do mar — e instrumentos de medição gravitacional de alta precisão para quantificar essas diferenças com detalhes inéditos. Apesar de parecer minúscula, essa variação temporal pode afetar operações críticas, como o controle remoto de rovers, o alinhamento de satélites e a transferência de dados entre os planetas. Além disso, a diferença não é constante: durante certas épocas do ano marciano, a variação diária pode chegar a 226 microssegundos adicionais, consequência da órbita excêntrica de Marte e da influência de corpos celestes como a Lua, Júpiter e Saturno. Fenômenos semelhantes ocorrem na Lua, embora de forma mais estável: os relógios lunares adiantam cerca de 56 microssegundos por dia em relação à Terra. Esses dados oferecem um laboratório natural para testar a física relativística em diferentes ambientes e refinar modelos de dilatação do tempo. Atualmente, a comunicação entre Terra e Marte sofre atrasos de vários minutos. Ter um padrão temporal comum permitirá criar redes sincronizadas, reduzir perdas de informação e viabilizar comunicações quase em tempo real — um passo essencial para futuras colônias e missões tripuladas no planeta vermelho. O NIST, pioneiro na definição de padrões de tempo para a Lua, propôs em 2024 uma metodologia semelhante para Marte, capaz de comparar a taxa de relógios em diferentes corpos celestes. Pela primeira vez, a humanidade possui os dados necessários para projetar infraestruturas de navegação e comunicação precisas além da Terra, transformando a pergunta “Que horas são em Marte?” de um mistério em uma questão prática para a exploração espacial. Mais Lidas marte Unsplash Você já se perguntou que horas seriam em Marte? A resposta, que parecia confinada à ficção científica, agora é conhecida com precisão. Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) demonstraram que os relógios em Marte funcionam em média 477 microssegundos adiantados por dia em relação aos da Terra. Uma diferença quase imperceptível para o olho humano, mas que pode ser determinante para a exploração espacial e a futura comunicação interplanetária. A diferença não se explica apenas pelo fato de um dia marciano ser ligeiramente mais longo que 24 horas terrestres. Segundo a teoria da relatividade geral de Albert Einstein, quanto mais fraca for a gravidade, mais rápido o tempo passa. Como Marte tem cerca de um quinto da gravidade da Terra, seus relógios ganham esses microssegundos preciosos. A equipe do NIST utilizou o “areóide” — equivalente marciano ao nível do mar — e instrumentos de medição gravitacional de alta precisão para quantificar essas diferenças com detalhes inéditos. Apesar de parecer minúscula, essa variação temporal pode afetar operações críticas, como o controle remoto de rovers, o alinhamento de satélites e a transferência de dados entre os planetas. Além disso, a diferença não é constante: durante certas épocas do ano marciano, a variação diária pode chegar a 226 microssegundos adicionais, consequência da órbita excêntrica de Marte e da influência de corpos celestes como a Lua, Júpiter e Saturno. Fenômenos semelhantes ocorrem na Lua, embora de forma mais estável: os relógios lunares adiantam cerca de 56 microssegundos por dia em relação à Terra. Esses dados oferecem um laboratório natural para testar a física relativística em diferentes ambientes e refinar modelos de dilatação do tempo. Atualmente, a comunicação entre Terra e Marte sofre atrasos de vários minutos. Ter um padrão temporal comum permitirá criar redes sincronizadas, reduzir perdas de informação e viabilizar comunicações quase em tempo real — um passo essencial para futuras colônias e missões tripuladas no planeta vermelho. O NIST, pioneiro na definição de padrões de tempo para a Lua, propôs em 2024 uma metodologia semelhante para Marte, capaz de comparar a taxa de relógios em diferentes corpos celestes. Pela primeira vez, a humanidade possui os dados necessários para projetar infraestruturas de navegação e comunicação precisas além da Terra, transformando a pergunta “Que horas são em Marte?” de um mistério em uma questão prática para a exploração espacial. Mais Lidas

Que horas são em Marte? Cientistas dos EUA medem diferença precisa entre relógios terrestres e marcianos

2025/12/05 23:16
Leu 3 min
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marte — Foto: Unsplash marte — Foto: Unsplash

Você já se perguntou que horas seriam em Marte? A resposta, que parecia confinada à ficção científica, agora é conhecida com precisão. Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) demonstraram que os relógios em Marte funcionam em média 477 microssegundos adiantados por dia em relação aos da Terra. Uma diferença quase imperceptível para o olho humano, mas que pode ser determinante para a exploração espacial e a futura comunicação interplanetária.

A diferença não se explica apenas pelo fato de um dia marciano ser ligeiramente mais longo que 24 horas terrestres. Segundo a teoria da relatividade geral de Albert Einstein, quanto mais fraca for a gravidade, mais rápido o tempo passa. Como Marte tem cerca de um quinto da gravidade da Terra, seus relógios ganham esses microssegundos preciosos. A equipe do NIST utilizou o “areóide” — equivalente marciano ao nível do mar — e instrumentos de medição gravitacional de alta precisão para quantificar essas diferenças com detalhes inéditos.

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Apesar de parecer minúscula, essa variação temporal pode afetar operações críticas, como o controle remoto de rovers, o alinhamento de satélites e a transferência de dados entre os planetas. Além disso, a diferença não é constante: durante certas épocas do ano marciano, a variação diária pode chegar a 226 microssegundos adicionais, consequência da órbita excêntrica de Marte e da influência de corpos celestes como a Lua, Júpiter e Saturno.

Fenômenos semelhantes ocorrem na Lua, embora de forma mais estável: os relógios lunares adiantam cerca de 56 microssegundos por dia em relação à Terra. Esses dados oferecem um laboratório natural para testar a física relativística em diferentes ambientes e refinar modelos de dilatação do tempo.

Atualmente, a comunicação entre Terra e Marte sofre atrasos de vários minutos. Ter um padrão temporal comum permitirá criar redes sincronizadas, reduzir perdas de informação e viabilizar comunicações quase em tempo real — um passo essencial para futuras colônias e missões tripuladas no planeta vermelho.

O NIST, pioneiro na definição de padrões de tempo para a Lua, propôs em 2024 uma metodologia semelhante para Marte, capaz de comparar a taxa de relógios em diferentes corpos celestes. Pela primeira vez, a humanidade possui os dados necessários para projetar infraestruturas de navegação e comunicação precisas além da Terra, transformando a pergunta “Que horas são em Marte?” de um mistério em uma questão prática para a exploração espacial.

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