Nashville, nos Estados Unidos, é a capital mundial da música country. E, agora, está se tornando também a cidade da inteligência artificial, de acordo com reportagem do The Verge. O veículo destaca que, nos últimos seis meses, cresceu o uso de ferramentas de IA por produtores e compositores para trabalharem de forma mais rápida e barata — e, para alguns, com mais recursos. A plataforma Suno é a mais procurada. A compositora Trannie Anderson, apesar de não recorrer à tenologia, afirmou que ela é onipresente, tendo amplo uso "desde compositores iniciantes até os grandes nomes da indústria". Fontes confirmaram ao The Verge que estrelas como Dustin Lynch e Jelly Roll estão recebendo propostas com suas vozes geradas artificialmente em demos, algo que a transferência de voz por IA torna possível. Uma das coisas que a inteligência artificial está fazendo em Nashville é acelerar a chegada do sucesso. Até agora, os músicos levavam cerca de 10 meses para conquistar o sucesso. Com a adoção da tecnologia, está ocorrendo uma eficiência na linha de produção. A reportagem do veículo americano relata que os compositores ainda escrevem a letra e a melodia, mas usam a IA para cuidar da produção da demo. A compositora Maggie Reaves fez isso recentemente para atender uma encomenda de uma grande artista com um prazo de um dia. Reaves compõe, em média, 200 músicas por ano. Antes, ela gastava US$ 500 (aproximadamente R$ 2,7 mil) em cada demo. Agora, paga US$ 96 (R$ 517) por ano para usar a Suno. O som não é perfeito, mas ela afirmou que 70% do resultado final é bom o suficiente para tocar no carro - o ruído do trânsito mascara a baixa qualidade - e ainda oferece uma ideia clara da música finalizada para apresentar a um artista. A plataforma ainda ajuda produtores a gerar diferentes abordagens criativas para uma música ou trecho musical. O compositor independente Kalen Nash geralmente produz músicas da maneira tradicional, mas recentemente adotou o Suno como fonte de inspiração criativa. O produtor Jacob Durrett, por sua vez, o utiliza para encontrar versões alternativas e "vibrações" para suas músicas. "Às vezes fico impressionado com o quão bom ele pode ser”, comentou, acrescentando que a ferramenta está lhe dando "um impulso de produtividade, mais do que um impulso criativo". O editor musical Eric Olson, que incentiva os compositores a usarem o Suno, o chama de "um coautor ilimitado na sala". Mas nem todo mundo dá indústria pensa da mesma forma. Por exemplo, Ian Fitchuk, produtor vencedor do Grammy por "Golden Hour", de Kacey Musgraves, se preocupa com a possibilidade de os músicos perderem a renda. Para a compositora Trannie Anderson é "o golpe final" para o sistema de estúdios de gravação de demos. Há também problemas legais e éticos: "Se o Suno reproduzir uma melodia principal usada por um artista, qual é o protocolo?", questionou Reaves. E Anderson complementou: "A IA aprende com as minhas músicas, com as músicas dos meus amigos... Não estamos sendo compensados". E enquanto as discussões sobre o tema aumentam, o Suno celebra. Segundo o The Verge, a empresa fatura US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) por ano e ainda acabou de conquistar um financiamento de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão). Mais Lidas Nashville, nos Estados Unidos, é a capital mundial da música country. E, agora, está se tornando também a cidade da inteligência artificial, de acordo com reportagem do The Verge. O veículo destaca que, nos últimos seis meses, cresceu o uso de ferramentas de IA por produtores e compositores para trabalharem de forma mais rápida e barata — e, para alguns, com mais recursos. A plataforma Suno é a mais procurada. A compositora Trannie Anderson, apesar de não recorrer à tenologia, afirmou que ela é onipresente, tendo amplo uso "desde compositores iniciantes até os grandes nomes da indústria". Fontes confirmaram ao The Verge que estrelas como Dustin Lynch e Jelly Roll estão recebendo propostas com suas vozes geradas artificialmente em demos, algo que a transferência de voz por IA torna possível. Uma das coisas que a inteligência artificial está fazendo em Nashville é acelerar a chegada do sucesso. Até agora, os músicos levavam cerca de 10 meses para conquistar o sucesso. Com a adoção da tecnologia, está ocorrendo uma eficiência na linha de produção. A reportagem do veículo americano relata que os compositores ainda escrevem a letra e a melodia, mas usam a IA para cuidar da produção da demo. A compositora Maggie Reaves fez isso recentemente para atender uma encomenda de uma grande artista com um prazo de um dia. Reaves compõe, em média, 200 músicas por ano. Antes, ela gastava US$ 500 (aproximadamente R$ 2,7 mil) em cada demo. Agora, paga US$ 96 (R$ 517) por ano para usar a Suno. O som não é perfeito, mas ela afirmou que 70% do resultado final é bom o suficiente para tocar no carro - o ruído do trânsito mascara a baixa qualidade - e ainda oferece uma ideia clara da música finalizada para apresentar a um artista. A plataforma ainda ajuda produtores a gerar diferentes abordagens criativas para uma música ou trecho musical. O compositor independente Kalen Nash geralmente produz músicas da maneira tradicional, mas recentemente adotou o Suno como fonte de inspiração criativa. O produtor Jacob Durrett, por sua vez, o utiliza para encontrar versões alternativas e "vibrações" para suas músicas. "Às vezes fico impressionado com o quão bom ele pode ser”, comentou, acrescentando que a ferramenta está lhe dando "um impulso de produtividade, mais do que um impulso criativo". O editor musical Eric Olson, que incentiva os compositores a usarem o Suno, o chama de "um coautor ilimitado na sala". Mas nem todo mundo dá indústria pensa da mesma forma. Por exemplo, Ian Fitchuk, produtor vencedor do Grammy por "Golden Hour", de Kacey Musgraves, se preocupa com a possibilidade de os músicos perderem a renda. Para a compositora Trannie Anderson é "o golpe final" para o sistema de estúdios de gravação de demos. Há também problemas legais e éticos: "Se o Suno reproduzir uma melodia principal usada por um artista, qual é o protocolo?", questionou Reaves. E Anderson complementou: "A IA aprende com as minhas músicas, com as músicas dos meus amigos... Não estamos sendo compensados". E enquanto as discussões sobre o tema aumentam, o Suno celebra. Segundo o The Verge, a empresa fatura US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) por ano e ainda acabou de conquistar um financiamento de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão). Mais Lidas
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Nos últimos seis meses, cresceu o uso de ferramentas de IA por produtores e compositores para trabalharem de forma mais rápida e barata — e, para alguns, com mais recursos
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