O advento da Inteligência Artificial impacta profundamente a educação, tanto na aprendizagem de alunos quanto na formação de professores. Por isso, é preciso se apropriar da tecnologia com consciência crítica e inteligência humana e emocional, além de valorizar os docentes. Esses pilares, a fim de proteger e aprimorar processos educacionais, foram defendidos por Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação e pelo Padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC, na primeira mesa de diálogo do Voices, nesta quarta (10). O Voices é uma iniciativa da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, com patrocínio da Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Educação, apoio da Zapt, patrocínio trilha por Claro Empresas e Insper e parceria da Play9. Para o padre Anderson Antonio Pedroso, a nova era que a sociedade vive, de "mudança de época" e de novas e diferentes experiências, enseja mudanças na formação de professores. Mas o essencial, explica, é criar capacitações que partam dos conhecimentos e habilidades já dominados pelos docentes. Essa é a premissa dos cursos de formação com essa finalidade que existem na PUC. "Precisamos de formação que valorize o que os professores já sabem, baseada em perspectiva de empregabilidade e consciência crítica. Não adianta dominar IA sem considerar a experiência em sala de aula, a inteligência humana e emocional. Sem isso, se torna uma arma contra a gente. A educação caminha com a liberdade", respondeu o reitor da PUC, que também defendeu a valorização financeira da carreira docente e a regulação da tecnologia. "Toda experiência precisa ser regulada, com regras que protegem o jogo". O secretário Renan Ferreirinha explicou que a formação continuada de professores, um debate hoje nacional, é um dos quatro pilares da política municipal de Educação do Rio, junto ao material didático bem estruturado, a avaliação para identificação de lacunas e o acompanhamento dos processos de aprendizagem. Ao defender limites para a IA em sala de aula, Ferreirinha lembrou a proibição do uso de celulares que começou pelo Rio, e frisou que o papel dos professores é "insubstituível". "A tecnologia consegue ajudar na formação, mas a experiência em grupo é insubstituível na formação continuada. A IA deve ser usada, mas tem que ter muita clareza sobre até onde pode ir, especialmente na Educação Básica ", disse Ferreirinha, que valorizou o papel de mediador de conhecimento e de relações dos professores. "A sociedade passou a valorizar isso com a experiência de ter filhos em casa na pandemia. Se cuidar de dois filhos já é um desafio imenso, imagina conduzir uma sala de aula". Além das mudanças na formação de professores, a IA fomenta o debate de mudanças sobre avaliação de alunos. Ferreirinha defendeu a inclusão de habilidades socioemocionais nas avaliações oficiais, como no Ideb, além de cobrar incentivos direcionados à redução de desigualdade na educação, priorizando aspectos étnico-raciais. O secretário também falou do modelo dos Ginásios Experimentais Tecnológicos (GETs) da rede municipal de Educação do Rio, que já alcançou 275 unidades da cidade. Sob essa gestão de GET, a escola oferece aulas diferentes da grade tradicional, de costura a aulas de arte e uso de impressoras 3D, uma forma de atrair interesse dos estudantes. "O jovem tem que se interessar em estar na escola. Tem gente que vai pela educação física, ou pela aula de história, ou para ver amigos. O GET ensina do alfinete ao foguete. E o maior diferencial é que GET tem escala. Até 2028, a meta é termos 500 GETs na cidade, metade do total de escolas de Ensino Fundamental". Há um ano, foi lançado o Instituto PUC-Behring de Inteligência Artificial, o primeiro do Brasil a oferecer graduação em IA com perspectiva humanista, afirmou o reitor padre Anderson. Além da graduação, que já teve sua primeira turma, o foco é o papel como instituto de pesquisa. "É um projeto visionário, o Rio ganhou um instituto de pesquisa que pode conectar serviço público, IA, saúde, mil coisas. Promover inovação", afirmou o reitor, que destacou como profissionais de diferentes áreas humanistas, como filósofos e teólogos, vêm sendo procurados por empresas de tecnologia. "Porque são profissionais que pensam processos que não se veem. A nossa graduação tem base forte tecnológica junto com o currículo humanista. Perpassa de maneira transversal". O Voices é uma iniciativa da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, com patrocínio da Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Educação, apoio da Zapt, patrocínio das trilhas por Claro Empresas e Insper e parceria da Play9. Mais Lidas O advento da Inteligência Artificial impacta profundamente a educação, tanto na aprendizagem de alunos quanto na formação de professores. Por isso, é preciso se apropriar da tecnologia com consciência crítica e inteligência humana e emocional, além de valorizar os docentes. Esses pilares, a fim de proteger e aprimorar processos educacionais, foram defendidos por Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação e pelo Padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC, na primeira mesa de diálogo do Voices, nesta quarta (10). O Voices é uma iniciativa da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, com patrocínio da Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Educação, apoio da Zapt, patrocínio trilha por Claro Empresas e Insper e parceria da Play9. Para o padre Anderson Antonio Pedroso, a nova era que a sociedade vive, de "mudança de época" e de novas e diferentes experiências, enseja mudanças na formação de professores. Mas o essencial, explica, é criar capacitações que partam dos conhecimentos e habilidades já dominados pelos docentes. Essa é a premissa dos cursos de formação com essa finalidade que existem na PUC. "Precisamos de formação que valorize o que os professores já sabem, baseada em perspectiva de empregabilidade e consciência crítica. Não adianta dominar IA sem considerar a experiência em sala de aula, a inteligência humana e emocional. Sem isso, se torna uma arma contra a gente. A educação caminha com a liberdade", respondeu o reitor da PUC, que também defendeu a valorização financeira da carreira docente e a regulação da tecnologia. "Toda experiência precisa ser regulada, com regras que protegem o jogo". O secretário Renan Ferreirinha explicou que a formação continuada de professores, um debate hoje nacional, é um dos quatro pilares da política municipal de Educação do Rio, junto ao material didático bem estruturado, a avaliação para identificação de lacunas e o acompanhamento dos processos de aprendizagem. Ao defender limites para a IA em sala de aula, Ferreirinha lembrou a proibição do uso de celulares que começou pelo Rio, e frisou que o papel dos professores é "insubstituível". "A tecnologia consegue ajudar na formação, mas a experiência em grupo é insubstituível na formação continuada. A IA deve ser usada, mas tem que ter muita clareza sobre até onde pode ir, especialmente na Educação Básica ", disse Ferreirinha, que valorizou o papel de mediador de conhecimento e de relações dos professores. "A sociedade passou a valorizar isso com a experiência de ter filhos em casa na pandemia. Se cuidar de dois filhos já é um desafio imenso, imagina conduzir uma sala de aula". Além das mudanças na formação de professores, a IA fomenta o debate de mudanças sobre avaliação de alunos. Ferreirinha defendeu a inclusão de habilidades socioemocionais nas avaliações oficiais, como no Ideb, além de cobrar incentivos direcionados à redução de desigualdade na educação, priorizando aspectos étnico-raciais. O secretário também falou do modelo dos Ginásios Experimentais Tecnológicos (GETs) da rede municipal de Educação do Rio, que já alcançou 275 unidades da cidade. Sob essa gestão de GET, a escola oferece aulas diferentes da grade tradicional, de costura a aulas de arte e uso de impressoras 3D, uma forma de atrair interesse dos estudantes. "O jovem tem que se interessar em estar na escola. Tem gente que vai pela educação física, ou pela aula de história, ou para ver amigos. O GET ensina do alfinete ao foguete. E o maior diferencial é que GET tem escala. Até 2028, a meta é termos 500 GETs na cidade, metade do total de escolas de Ensino Fundamental". Há um ano, foi lançado o Instituto PUC-Behring de Inteligência Artificial, o primeiro do Brasil a oferecer graduação em IA com perspectiva humanista, afirmou o reitor padre Anderson. Além da graduação, que já teve sua primeira turma, o foco é o papel como instituto de pesquisa. "É um projeto visionário, o Rio ganhou um instituto de pesquisa que pode conectar serviço público, IA, saúde, mil coisas. Promover inovação", afirmou o reitor, que destacou como profissionais de diferentes áreas humanistas, como filósofos e teólogos, vêm sendo procurados por empresas de tecnologia. "Porque são profissionais que pensam processos que não se veem. A nossa graduação tem base forte tecnológica junto com o currículo humanista. Perpassa de maneira transversal". O Voices é uma iniciativa da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, com patrocínio da Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Educação, apoio da Zapt, patrocínio das trilhas por Claro Empresas e Insper e parceria da Play9. Mais Lidas

Na era da IA, capacitação de professores precisa valorizar conhecimentos da sala de aula, dizem secretário de educação e reitor da PUC

2025/12/11 01:31
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Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação, e padre Anderson Antonio Pedroso, reitor da PUC-Rio em mesa mediada por André Miranda, Editor Executivo do Globo
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