O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, em um pregão marcado por foO Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, em um pregão marcado por fo

Morning Call: Congresso corre contra o tempo em votação do Orçamento de 2026

2025/12/19 20:35
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, em um pregão marcado por forte volatilidade e pela atenção dos investidores ao noticiário político. Apesar do avanço desta quinta, o Ibovespa acumula queda de 1,77% na semana, refletindo a combinação de incertezas políticas e expectativas em relação à política monetária.

O desempenho do índice foi impulsionado por declarações do senador Ciro Nogueira, de que caso a candidatura de Flávio Bolsonaro não apresente viabilidade eleitoral até março, o nome do governador Tarcísio de Freitas deve seguir no radar para a disputa presidencial.

Em entrevista ao Valor, Nogueira afirmou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro não deve insistir em uma candidatura sem tração eleitoral. Para o mercado, a leitura foi de que o cenário político permanece em aberto.

A entrevista do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, após a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) também ajudou a melhorar o humor do mercado. Ele afirmou que ainda não há definição sobre o próximo ajuste da taxa Selic, decisão que cabe ao Copom.

Em destaque no Ibovespa, as ações da Petrobras destoaram e fecharam em baixa, com recuo de 0,25% (ON) e de 0,58% (PN), enquanto a Vale avançou 0,26%.

No setor financeiro, o desempenho foi positivo, com ganhos que variaram de 0,19% no Banco do Brasil a 1,95% no BTG Pactual. Entre as maiores altas do dia estiveram Brava (+6,16%) e Suzano (+5,74%) e na ponta negativa, a Direcional liderou as perdas, com queda de 3,48%.

No câmbio, o dólar fechou estável frente ao real, em leve alta de 0,01%, a R$ 5,52, em meio aos ajustes de posições e à realização de lucros.

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No cenário internacional, destaque para a decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 0,75% ao ano, o maior nível em três décadas. A medida, amplamente aguardada pelo mercado, veio acompanhada de um comunicado que sinaliza a possibilidade de novos ajustes à frente.

Nos Estados Unidos, dados de inflação abaixo do esperado voltaram a movimentar as apostas do mercado, reacendendo expectativas de novo corte de juros já em janeiro, o que contribuiu para melhorar o humor dos investidores globais.

Na União Europeia, o impasse em torno do acordo comercial com o Mercosul ganhou novos capítulos. Lideranças do bloco não conseguiram destravar a assinatura imediata do tratado após a Itália se alinhar à objeção da França. Diante da resistência, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, decidiu adiar o cronograma ao menos até janeiro.

O tema também gerou tensão nas ruas: a sede da União Europeia foi palco de protestos de agricultores, que bloquearam vias, incendiaram uma praça e entraram em confronto com a polícia, na véspera da Cúpula de Líderes do Mercosul, marcada para este sábado (20), em Foz do Iguaçu.

No Brasil, o mercado reagiu a declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que não há uma decisão tomada sobre o próximo movimento dos juros, cuja definição cabe ao Copom.

Em meio ao encerramento do ano legislativo, o Congresso transferiu para esta sexta-feira (19) a votação do Orçamento de 2026. A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento pela manhã e, em seguida, submetida a uma sessão conjunta de deputados e senadores ao meio-dia. Sem a aprovação do PLOA, não haverá liberação de emendas.

Para 2026, o calendário aprovado garante o pagamento de 55% dos recursos até o início de julho, o que elevou a pressão por uma definição ainda nesta semana.

Com a aprovação recente das medidas fiscais, incluindo o corte de benefícios tributários e o aumento da taxação sobre JCP, fintechs e apostas eletrônicas, o governo avalia que será possível fechar as contas de 2026 e cumprir o piso da meta fiscal, que admite déficit zero no próximo ano.

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Manchetes desta manhã

  • Leilões de infraestrutura em 2026 deverão atrair ao menos R$ 148 bi em investimentos (Valor)
  • Ação contra fraude no INSS prende nº 2 da Previdência e mira senador (Folha)
  • PF faz operação de busca e apreensão contra Sóstenes e Jordy para apurar desvios na cota parlamentar (Estadão)
  • Projeto de lei propõe regras mais duras para atuação pública de ministros do STF (O Globo)
  • Receita garante isenção sobre dividendos em caso de apuração parcial dos resultados (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam em leve queda nesta manhã, em um movimento contido pela desvalorização de ações dos setores de tecnologia e consumo, que pressionam os principais índices da região.

No Reino Unido, os dados de vendas no varejo surpreenderam negativamente ao indicar retração no período mais recente, reforçando sinais de perda de fôlego da atividade econômica.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana em alta, impulsionados pela decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 0,75% ao ano — o maior patamar 30 anos.

O desempenho positivo também foi favorecido pelo arrefecimento da inflação nos EUA, que contribuiu para melhorar o apetite ao risco nos mercados internacionais e deu suporte aos ativos asiáticos.

O destaque da sessão foi para o índice Nikkei que subiu 1,02% após o BoJ subir os juros. Xangai avançou 0,36% e, em Shenzhen, foi registrada alta de 0,66%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,75 e, em Seul, o Kospi avançou 0,65%.

Em Nova York, os índices futuros operam em leve alta após uma sequência recente de perdas. O movimento reflete um cenário de alívio parcial no mercado, sustentado por sinais de desaceleração da inflação e pela redução das preocupações em torno do setor de inteligência artificial.

Confira os principais índices do mercado:

  • Dow Jones Futuro: +0,10%
  • S&P 500 Futuro: +0,32%
  • DAX (Alemanha): -0,10%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,08%
  • CAC 40 (França): -0,18%
  • Shenzhen: +0,66%
  • Nifty 50 (Índia): +0,63%
  • ASX 200 (Austrália): +0,39%
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Commodities

  • Petróleo: os contratos futuros operam próximos da estabilidade nesta manhã, mas seguem a caminho de encerrar a semana em queda, pressionados principalmente pelos temores de excesso de oferta no mercado global. Esse fator tem prevalecido sobre os riscos geopolíticos, que não têm sido suficientes para sustentar uma reação mais consistente dos preços.

    O Brent/fev avança 0,02%, cotado a US$ 59,83, enquanto o WTI/jan recua 0,30%, a US$ 55,98
  • Minério de ferro: fechou em alta de 0,52% em Dalian, na China, cotado a US$ 110,78/ton.

    Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 0,38%, cotados a US$ 104,60/ton e o mercado à vista recua 0,09%, cotado a US$ 107,20/ton.

Cenário internacional

Nos EUA, a agenda econômica desta sexta-feira traz a divulgação das vendas de moradias usadas referentes a novembro, ao meio-dia, além do índice de sentimento do consumidor apurado pela Universidade de Michigan em dezembro. O levantamento inclui as expectativas de inflação de curto e médio prazos, indicadores acompanhados de perto pelo mercado.

Mesmo de forma marginal, o CPI abaixo do esperado ampliou as apostas em um corte de juros já em janeiro, de 24,4% para 27,7% na ferramenta do CME Group.

Ao longo do pregão anterior, ganhou força a avaliação de que o dado de inflação pode ter sido influenciado pelo shutdown, uma vez que a coleta das informações do índice de preços ao consumidor foi retomada apenas na metade de novembro. Com isso, parte do mercado avalia que será necessário aguardar a divulgação dos dados de dezembro, prevista para o próximo mês, para confirmar se a desaceleração da inflação é consistente ou se houve distorção estatística.

O processo de sucessão no comando do Fed também entrou no radar. O presidente Donald Trump tem deixado claro que pretende indicar alguém alinhado a uma postura de juros mais baixos para substituir Jerome Powell, com anúncio esperado para as próximas semanas.

Trump afirmou que avalia nomes como Kevin Hassett e Kevin Warsh, além do atual diretor do Fed Christopher Waller e da vice-presidente de Supervisão da instituição, Michelle Bowman.

Cenário nacional

No Brasil, o Banco Central divulga às 8h30 os dados de conta corrente e de Investimento Direto no País (IDP) referentes a novembro, indicadores acompanhados de perto pelo mercado para avaliar o fluxo de recursos externos e o equilíbrio das contas externas.

A leitura predominante é de que a moderação do saldo comercial deve ampliar o déficit das transações correntes na base anualizada, refletindo a dinâmica recente do comércio exterior e das remessas financeiras.

No mercado de câmbio, os investidores também acompanham, às 10h30, a realização de dois leilões de linha pelo Banco Central, operações de venda de dólares com compromisso de recompra. O volume total pode chegar a US$ 2 bilhões, sem relação com a rolagem de vencimentos, o que tende a influenciar a liquidez e a formação da taxa de câmbio ao longo do pregão.

Na agenda política, às 10h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam da cerimônia de encerramento da Expocatadores, em São Paulo, evento que reúne representantes do setor de reciclagem e economia circular.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: firmou novos contratos de longo prazo com a Braskem e informou que vazamento de gás na P-40 foi controlado sem relação com a greve.
  • PetroRecôncavo: aprovou a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos, pagos em três parcelas até 2028.
  • CSN Mineração: autorizou a compra de até 11,17% da MRS Logística por até R$ 3,35 bilhões.
  • Usiminas: anunciou troca no comando financeiro, com saída do CFO e eleição de novo diretor.
  • Bradesco: aprovou pagamento de R$ 3,9 bilhões em juros sobre capital próprio complementar.
  • C&A: autorizou pagamento de R$ 158 milhões em JCP, com crédito previsto para 2026.

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