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Inadimplência empresarial bate recorde em outubro e atinge 8,7 milhões de empresas, aponta Serasa

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A inadimplência entre empresas brasileiras alcançou um novo recorde em outubro e atualmente atinge cerca de 8,7 milhões de companhias em todo o país. O número vem crescendo de forma contínua ao longo dos últimos 12 meses, sinalizando um aumento persistente das dificuldades financeiras no ambiente corporativo.

De acordo com levantamento da Serasa Experian, em média, cada empresa inadimplente acumula sete contas em atraso, com um endividamento aproximado de R$ 23 mil.

O cenário de juros elevados, a redução da oferta de crédito e a desaceleração da economia têm dificultado a renegociação das dívidas e ampliado a pressão sobre os caixas das empresas.

Os dados revelam ainda que o valor total das dívidas empresariais em atraso chega a cerca de R$ 205 bilhões, refletindo o avanço da inadimplência e o aumento da pressão financeira sobre o setor produtivo.

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PMEs concentram maior parte da inadimplência no país

A pesquisa aponta que micro, pequenas e médias empresas (PMEs) são as mais afetadas pela inadimplência empresarial. E no recorte regional, o impacto é mais significativo nas regiões Sul e Sudeste do país.

O estado de São Paulo lidera o ranking nacional, com o maior número de empresas em atraso. Em seguida aparecem Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A situação é mais sensível no setor de serviços, que responde por 54,9% do total de empresas inadimplentes. Apesar disso, o segmento também é o mais relevante da economia brasileira, com participação próxima de 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na sequência, aparecem o Comércio, com 33% das empresas inadimplentes, e Indústria, com 8%. O levantamento da Serasa também inclui as categorias Outros, que representam 3,1%, e Primário, com 0,9% do total.

Segundo Antônio Napole D’Andréa Neto, estrategista global e trusted advisor, o impacto do cenário macroeconômico e dos juros ocorre de forma diferente entre empresas grandes e pequenas.

“Quando se trata de uma empresa muito grande, de capital aberto, o cenário macroeconômico e de juros faz bastante diferença, mas quando falamos de uma empresa pequena ou média, tem questões dentro da sua realidade muito mais próximas que influenciam a sua vida, como juros globalizados, dificuldade de acesso a crédito e a queda do consumo”, explica.

Crescimento das PMEs surpreende em 2025

Napole afirma que, apesar do aumento da inadimplência, parte relevante das PMEs apresentou crescimento acima da economia brasileira em 2025.

“Pelos últimos anos depois da pandemia, esse empresário começou a ter acesso a informações e formações que não tinha antes.” Segundo ele, esse movimento ocorre porque empresários passaram a investir em capacitação fora da educação formal.

“Esse empresariado, que corresponde a aproximadamente 1/3 desse 1 milhão de empresários do país, está investindo em melhorar a sua capacidade de gerir o próprio negócio fora da educação formal.”

Napole destaca que pequenos avanços em gestão podem gerar efeitos relevantes e que para uma empresa média ou pequena, a melhoria da capacidade de gestão, por menor que seja, pode trazer bons resultados.

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O estrategista ressalta, no entanto, que nem todas as PMEs acompanham esse movimento de crescimento. “Tem várias empresas de pequeno e médio porte que estão sofrendo, que não investem em gestão e não estão conseguindo esse bom desempenho, mas tem uma parcela grande que está de fato dando um salto, fazendo um tipo de investimento que não tinham antes.”

Para Napole, três pontos são essenciais para o sucesso das PMEs: “ter um bom financeiro, pessoas certas para tocar o negócio e alguém bom o suficiente em vendas para garantir que você continue crescendo.”

Exposição internacional das PMEs aumenta

Napole também chama atenção para o aumento da exposição internacional dessas empresas. Segundo o especialista, há empresas desse porte que estão convivendo com a China muito mais do que conviviam antes. “Às vezes são empresas relativamente pequenas, mas a dona, vai para a China e traz produtos, aprende coisas novas.”

Segundo ele, esse movimento mostra que a economia está mais globalizada também para as PMEs.

Na avaliação de Napole, esse processo deve se manter no próximo ano, independentemente do ambiente político ou econômico. “Esse é um fenômeno relevante que deve continuar em 2026 a despeito das eleições, a despeito dos juros e do mercado.”

Falhas recorrentes na gestão das PMEs que contribuem para a inadimplência

Entre as pequenas e médias empresas, Napole aponta problemas recorrentes de controle financeiro. Segundo ele, a limitação de orçamento leva à contratação de profissionais menos qualificados.

“O empresário, quando é pequeno, escolhe alguém para trabalhar que esteja ao alcance do seu bolso e não com a competência necessária. Isso é um erro.”

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Outro problema citado é a má alocação de pessoas nas funções. Napole afirma que muitas vezes o dono do negócio acaba assumindo funções operacionais.

“O dono tem que descer na operação e ajudar as pessoas no dia a dia. Saem do lugar correto, que seria pensar em estratégias de organização.” Segundo ele, a falta de foco em estrutura organizacional compromete o desempenho.

“Temos que gastar muito tempo fazendo isso, escolhendo as pessoas certas para tocar o negócio, e não fazemos isso. É em função disso que os negócios não vão bem”, pontua.

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