O mercado de Bitcoin abriu o ano com tensão renovada, porque os ursos mantêm vantagem inicial, mas os touros seguem firmes na defesa de níveis decisivos. O início de 2025 trouxe movimentos amplos e, portanto, reforçou a disputa que agora avança para 2026.
O preço iniciou 2025 perto de US$ 93.000, mas logo caiu para US$ 74.500 em abril. Depois disso, o ativo se recuperou e tocou US$ 126.199 em outubro. No entanto, o Bitcoin perdeu força nas últimas semanas e parece terminar o ano com desempenho mais tímido.
Fonte coinmarketcap
Os analistas mantêm opiniões divididas porque alguns veem um topo definitivo e antecipam um mercado de baixa. Outros, porém, enxergam apenas uma queda moderada antes de uma possível alta rumo a um novo recorde histórico em 2026.
Outro debate envolve o ciclo tradicional de quatro anos, já que muitos analistas afirmam que a regulamentação pró cripto, os ETFs e a demanda institucional tornam esse modelo menos relevante. Apesar disso, os gráficos seguem como guias importantes para entender a próxima fase.
Gráfico mensal BTC/USDT. Fonte: TradingView
O Bitcoin ainda registra máximas e mínimas ascendentes nos gráficos mensais, mostrando uma tendência positiva. Durante as últimas correções, o ativo encontrou suporte na média móvel exponencial de 20 meses, hoje perto de US$ 88.049, e esse nível se tornou crucial.
Se o preço fechar abaixo da EMA de 20 meses e da mínima de abril, em US$ 74.508, a estrutura de alta será quebrada. Esse movimento indica que a demanda pode estar diminuindo, porque os compradores aguardariam preços mais baixos antes de agir. Assim, o mercado poderia recuar até a região de US$ 50.000, onde surgiria nova zona de disputa.
Por outro lado, se o preço reagir nesse suporte e ultrapassar novamente o patamar psicológico de US$ 100.000, os touros retomam controle total. Nesse cenário, o BTC poderia avançar para a resistência histórica de US$ 126.199 e, se romper essa barreira, caminhar para US$ 141.188 e até US$ 178.621.
Gráfico semanal BTC/USDT. Fonte: TradingView
No gráfico semanal, o cenário parece mais fraco. As médias móveis se aproximam de um cruzamento de baixa, fenômeno que não ocorre desde janeiro de 2022. O último cruzamento gerou uma tendência negativa prolongada.
O BTC pode recuar até US$ 74.508, onde se espera forte defesa dos compradores. Contudo, mercados pessimistas tratam repiques como oportunidades de venda. Um padrão semelhante em 2022 retomou a queda logo após um repique modesto.
Se o preço perder esse suporte, um padrão de ombro-cabeça-ombro pode surgir e abrir caminho para uma queda até US$ 50.000, porque suportes testados repetidamente tendem a enfraquecer. Depois disso, o mercado poderia entrar em uma fase longa de consolidação.
A leitura negativa desaparece se o preço romper as médias móveis. Essa reação indicaria que US$ 74.508 funciona como piso firme, reforçando o cenário para as criptomoedas promissoras e podendo impulsionar o Bitcoin novamente até US$ 126.199, onde touros e ursos travariam mais uma batalha decisiva em 2026.
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