O Supremo Tribunal da Coreia do Sul decidiu que Bitcoin detido em exchanges domésticas pode ser legalmente apreendido sob a lei criminal. A decisão resolve anos de incerteza sobre ativos digitais em investigações. As autoridades têm agora uma base legal clara para congelar e confiscar criptomoedas detidas em exchanges.
A decisão decorre de um caso de branqueamento de capitais de 2020, onde a polícia apreendeu 55,6 Bitcoin no valor de aproximadamente 600 milhões de won. O Supremo Tribunal confirmou que Bitcoin qualifica-se como propriedade sob a Lei de Processo Criminal. O tribunal determinou que tokens eletrónicos podem ser geridos, negociados e controlados economicamente de forma independente.
Os investigadores têm agora autoridade para apreender Bitcoin armazenado em contas de exchange sem disputas sobre propriedade. Os tribunais podem tratar Bitcoin como propriedade tangível para investigações criminais e confiscação. Isto estende o precedente existente que reconhece Bitcoin como propriedade intangível com valor económico.
A decisão também esclarece que Bitcoin em exchanges cumpre os requisitos de apreensão devido ao controlo prático dos detentores através de chaves privadas. As exchanges devem cooperar com as autoridades para executar apreensões legais de forma eficiente. A decisão elimina ambiguidade para futuras investigações criminais envolvendo moedas digitais.
A decisão do Supremo Tribunal coincide com movimentos regulatórios mais amplos para fortalecer a supervisão de plataformas de criptomoedas. As autoridades impuseram milhares de milhões de won em multas a grandes exchanges por violações de combate ao branqueamento de capitais. Exchanges como Upbit, Bithumb e Korbit enfrentam pressão para cumprir requisitos de monitorização mais rigorosos.
Os reguladores planeiam implementar congelamentos preventivos de contas para atividade criminosa suspeita em criptomoedas. O sistema visa prevenir levantamentos e transferências antes de acusação formal. As autoridades citaram atrasos nas regras atuais, que permitem que suspeitos movam fundos para o exterior ou para carteiras privadas.
A medida alinha as regulamentações de criptomoedas com os controlos do mercado de ações introduzidos em abril de 2025. As autoridades congelaram com sucesso contas em casos anteriores de manipulação de ações para garantir lucros ilícitos. O precedente fornece um quadro para aplicar medidas semelhantes a Bitcoin e outros ativos digitais.
A decisão sinaliza maior exposição legal para indivíduos que detêm Bitcoin em exchanges domésticas. Moedas ligadas a alegada atividade criminosa podem ser apreendidas diretamente das plataformas. As exchanges são agora obrigadas a manter sistemas robustos de Conheça o Seu Cliente e rastreamento.
A decisão do Supremo Tribunal da Coreia do Sul segue decisões anteriores que reconhecem Bitcoin como propriedade confiscável em casos de fraude e criminais. A clareza legal ajuda as autoridades policiais a agir rapidamente, ao mesmo tempo que fornece às exchanges orientação concreta de conformidade. O estatuto de Bitcoin como propriedade apreensível integra agora firmemente os ativos digitais na aplicação da lei criminal.
A decisão pode influenciar padrões globais, alinhando a Coreia do Sul com práticas dos EUA e da UE. As autoridades podem agir de forma decisiva contra crimes financeiros envolvendo Bitcoin armazenado em exchanges centralizadas. Esta clareza legal fortalece o controlo regulatório e apoia futura legislação sobre ativos digitais.
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