O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 5ª feira (15.jan.2026) que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência da República e minimizou uma publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relacionada ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi dada após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília.
“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém”, afirmou o senador.
A manifestação ocorre depois de Michelle curtir uma publicação feita por Cristiane Freitas, mulher de Tarcísio, que sugere o governador de SP como “novo CEO para o Brasil”.
Flávio disse não ter conversado com Michelle após o episódio. “Eu não falei com ela nos últimos 2 dias. Depois que saiu essa coisa, depois de que ela curtiu o comentário lá da Cris, da primeira-dama de São Paulo. Eu não conversei com ela ainda, né?”, declarou.
Apesar do episódio, o senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que foi uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, afirmou.
Flávio também negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.
Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest divulgada na 4ª feira (14.jan), que o mostra atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenários de 1º turno, Flávio afirmou que, para ele, os números não refletem a realidade. “O resultado ainda não reflete bem a realidade. Não existe aquela distância entre eu e o Lula”, declarou.
Segundo o levantamento, Lula lidera todos os cenários testados, com intenções de voto de 35% a 40%. Flávio aparece em 2º lugar, com percentuais que variam de 23% a 32%.
O senador voltou a defender a concessão de prisão domiciliar humanitária ao pai e disse que a defesa apresentou um novo pedido à Justiça. Segundo Flávio, o ex-presidente enfrenta dificuldades para dormir por causa do barulho no local onde está detido.
“É um som enlouquecedor a que ele é submetido por quase 12 horas por dia, de 7 da manhã às 7 da noite. Isso é técnica de tortura”, afirmou. Ele disse que Bolsonaro pediu um abafador de ruído para tentar amenizar o problema.
Flávio também relatou que o ex-presidente vive um dilema em relação ao uso de medicamentos para controlar soluços. “Se ele toma o remédio, pode causar desequilíbrio e queda. Se diminui, fica com soluços intermináveis”, declarou.
Segundo o senador, Jair Bolsonaro está emocionalmente abalado, mas mantém o bom humor. “Ele tem uma mentalidade muito forte. É isso que sustenta ele no dia a dia”, afirmou.

Em 10 de dezembro de 2025, entrou em vigor na Austrália uma lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Poucos dias depois, mais de 4,7 m

