A dois meses do fim da patente da semaglutida no Brasil, o mercado de medicamentos para emagrecimento entrou oficialmente em modo de contagem regressiva. O que A dois meses do fim da patente da semaglutida no Brasil, o mercado de medicamentos para emagrecimento entrou oficialmente em modo de contagem regressiva. O que

Antes do fim da patente, o “Mounjaro brasileiro” já bate à porta da Anvisa

2026/01/16 06:05
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Antes do fim da patente, o “Mounjaro brasileiro” já bate à porta da Anvisa

A dois meses do fim da patente da semaglutida no Brasil, o mercado de medicamentos para emagrecimento entrou oficialmente em modo de contagem regressiva. O que até pouco tempo parecia uma aposta de médio prazo já começa a ganhar forma prática, com uma corrida regulatória que alimenta a expectativa do chamado “Mounjaro brasileiro”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu 13 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras Ozempic e Wegovy, da dinamarquesa Novo Nordisk. O movimento ocorre antes mesmo do fim da exclusividade, previsto para março, e reforça a percepção de que a concorrência nesse segmento deve se intensificar rapidamente.

Hoje, o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras movimenta cerca de R$ 11 bilhões. A expectativa de analistas é que esse valor possa dobrar ainda em 2026, impulsionado pela entrada de novos fabricantes, maior oferta de produtos e, possivelmente, redução de preços, cenário que aproxima o país de uma dinâmica semelhante à observada em mercados onde o Mounjaro já se consolidou como referência.

Entre as farmacêuticas que manifestaram interesse em disputar esse espaço estão Hypera, Biomm, EMS e Eurofarma. Esta última anunciou, no fim de 2025, uma parceria com uma farmacêutica dinamarquesa para a comercialização de duas novas canetas no Brasil, antecipando a abertura do mercado após o fim da patente.

Mounjaro vira referência em um mercado que pode dobrar de tamanho

Dos 13 pedidos em análise na Anvisa, 12 são referentes a medicamentos sintéticos à base de semaglutida, substância análoga ao hormônio GLP-1, que atua na regulação do apetite. O pedido restante envolve um medicamento biológico que combina insulina icodeca e semaglutida, ampliando o espectro de soluções em desenvolvimento.

A semaglutida age diretamente no sistema nervoso central, influenciando regiões responsáveis pela fome, saciedade e recompensa. “Ela age no hipotálamo, região do sistema nervoso central que regula fome e saciedade, e também numa região que regula prazer e recompensa, para evitar que as pessoas acabem comendo sem sentir fome, simplesmente por sentir prazer”, explica Marcio Correa Mancini, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo.

O fim da patente no Brasil deve ocorrer simultaneamente em outros mercados relevantes, como China, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e África do Sul. Com isso, abre-se espaço para versões genéricas ou biossimilares, o que tende a ampliar o acesso ao tratamento e intensificar a competição entre fabricantes.

Estimativas do Santander apontam que os novos medicamentos podem chegar ao mercado com descontos entre 15% e 30% em relação ao produto de referência. Ainda assim, o banco avalia que o acesso inicial deve ficar restrito a 4% a 10% da população brasileira adulta com sobrepeso e obesidade e renda mensal acima de R$ 8 mil. Esse contingente pode subir para algo entre 22% e 48% caso os planos de saúde passem a oferecer cobertura, ampliando significativamente o alcance do que já começa a ser visto como o embrião de um “Mounjaro brasileiro”.

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