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Sem CPI, comissão do Senado cria grupo de monitoramento ao Caso Master

2026/01/16 11:27

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou nesta 5ª feira (15.jan.2026) a criação do grupo especial para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Banco Master.

A constituição do grupo ocorre após a “gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central  e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master”. 

Os senadores que vão participar da comissão especial são:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Esperidião Amim (PP-SC);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP);

Os membros podem apresentar requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, requerimentos de informação e apresentação de proposições legislativas relacionadas ao tema. Diferente de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o grupo não poderá pedir prisão de investigados ou quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico.

CPMI

Em paralelo ao grupo especial, congressistas também tentam a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o Master no Congresso. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, anunciou já ter atingido o quórum necessário para a abertura. O pedido, no entanto, deve ser analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que fica encarregado de escolher o relator da comissão.

CASO MASTER

O inquérito do caso Banco Master apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo operações bilionárias consideradas atípicas. A operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do banco e na prisão de seu dono, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros investidores.

O banco é apontado como o epicentro de um esquema sofisticado de emissão de títulos de crédito sem lastro, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos.

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