O preço do Bitcoin recuou, mas a estrutura de longo prazo permanece intacta. Após o primeiro pico de 2026 em 14 de janeiro, o BTC caiu cerca de 6%, tocando rapidamente a região dos US$ 92 mil. Desde então, a cotação se estabilizou, embora registre queda de aproximadamente 2,6% nas últimas 24 horas
No gráfico diário, o Bitcoin segue negociado dentro do cabo de uma figura de “xícara e cabo” (cup and handle). O cabo se forma acima de uma linha de pescoço ascendente, sugerindo que compradores aparecem em níveis cada vez mais altos — cenário que costuma aumentar as chances de rompimento.
Entre 4 de novembro e 19 de janeiro, o preço atingiu mínima mais baixa, mas o Índice de Força Relativa (RSI) formou mínima mais alta. O RSI avalia o impulso comparando ganhos e perdas recentes. Quando o preço cai mas o RSI melhora, sinaliza enfraquecimento da pressão vendedora.
A equipe de análise do ecossistema cripto B2BINPAY, em comentário exclusivo ao BeInCrypto, considera que a movimentação de preço do Bitcoin sugere paciência dos investidores.
Essa divergência altista indica que a tendência de baixa de três meses — período em que o Bitcoin acumula queda próxima de 15% — pode estar perdendo força. O sinal seria confirmado caso o preço se mantenha acima de US$ 92 mil e volte a subir.
O recuo recente coincide com realização de lucros por investidores de longo prazo, segundo dados on-chain. O movimento não representa onda de vendas por pânico.
O NUPL (Lucro/Prejuízo Não Realizado Líquido) desses investidores caiu de cerca de 0,60 para 0,58 durante a queda. O NUPL mede o lucro não realizado. Uma queda indica realização de ganhos. O recuo foi um dos mais acentuados do período mensal, semelhante ao observado entre 5 e 10 de janeiro.
A variação líquida da posição dos investidores de longo prazo confirma o movimento. Em 14 de janeiro, cerca de 25.738 BTC foram vendidos por esses agentes. Até 18 de janeiro, o número cresceu para aproximadamente 62.656 BTC — alta de quase 150% na pressão de venda em poucos dias.
Apesar da pressão por realização de lucros, a demanda não apresentou enfraquecimento expressivo. Segundo a B2BINPAY, o posicionamento do mercado segue com acúmulo consistente.
Esse cenário ajuda a explicar por que as recentes altas encontram dificuldades em se firmar. Quando investidores convictos vendem, limitam o potencial de valorização, mesmo que o gráfico indique força.
Enquanto investidores de longo prazo realizaram vendas, entidades com mais de 1 mil BTC continuaram acumulando. Desde 12 de janeiro, o número dessas entidades subiu de cerca de 1.273 para aproximadamente 1.290.
O aumento foi pequeno, mas relevante. Ocorreu antes da queda e seguiu mesmo após o recuo, indicando que baleias não liquidaram posições durante o período de fraqueza. O acúmulo ajuda a absorver parte da oferta, mesmo com investidores de longo prazo vendendo.
Pela ótica dos preços, o Bitcoin está diante de um ponto decisivo. Para retomar força, o ativo precisa superar os US$ 95.200, o que sinalizaria rompimento do padrão atual. Acima deste nível, os US$ 98.800 se tornam o próximo patamar relevante. Rompendo esse valor, o caminho ficaria aberto para alcançar a projeção do padrão próxima de US$ 111.800, alta de cerca de 13% em relação à linha dinâmica do padrão.
O Bitcoin está diante de ponto decisivo. Para retomar força, o ativo precisa superar os US$ 95.200, sinalizando rompimento do padrão atual. Acima deste nível, os US$ 98.800 se tornam o próximo alvo. Rompendo esse valor, o caminho ficaria aberto para US$ 111.800 — alta de cerca de 13%.
A B2BINPAY projeta cenários semelhantes. “Enquanto o Bitcoin permanecer acima da faixa de US$ 94–95 mil, um avanço para US$ 100 mil–105 mil é realista em questão de semanas, podendo alcançar entre US$ 120 mil e US$ 140 mil mais adiante em 2026, caso a demanda seja mantida. Caso contrário, uma retração para US$ 88 mil–90 mil é provável”, avaliou a equipe.
No cenário negativo, a estrutura fica fragilizada se o Bitcoin fechar abaixo de US$ 92 mil. Queda mais acentuada, abaixo de US$ 89.200, invalidaria totalmente o padrão.ixo de US$ 92 mil. Uma queda mais acentuada, abaixo de US$ 89.200, invalidaria totalmente o padrão.
O artigo Bitcoin recua 6%, mas mantém estrutura de alta; baleias seguem acumulando foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


