Ministro afirmou que problemas do Banco Master foi constituído na gestão anterior da autoridade monetáriaMinistro afirmou que problemas do Banco Master foi constituído na gestão anterior da autoridade monetária

BC de Campos Neto atuou para desancorar expectativas, diz Haddad

2026/01/20 00:23
Leu 4 min
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta 2ª feira (19.jan.2026) que não se arrepende de ter indicado o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, para o cargo mesmo com a taxa básica, a Selic, em 15% ao ano. Declarou ainda que a autoridade monetária comandada por Roberto Campos Neto atuou para desancorar as expectativas de inflação, o que atrapalhou o seu sucessor indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sem citar nomes, Haddad afirmou que representante da diretoria do BC teria dito, em reuniões, que o dólar poderia atingir R$ 8 –fato que nunca foi concretizado. As declarações foram feitas em entrevista ao portal UOL, que pertence ao mesmo grupo do jornal Folha de S.Paulo e do PagBank. Ele não respondeu aos jornalistas se foi Campos Neto.

Houve um problema de desancoragem das expectativas, em grande medida, alimentada pela postura da gestão anterior, e que o Galípolo teve que administrar”, disse Haddad. “Quando uma autoridade monetária, boca pequena, no exterior e aqui no doméstico, começa a dizer que o dólar pode chegar a R$ 8…”, completou.

As expectativas de inflação são determinantes porque influenciam as decisões de consumo e investimento. O Banco Central utiliza essas projeções para calibrar a Selic, elevando os juros para desaquecer a demanda quando as expectativas superam a meta estabelecida. Esse mecanismo busca reduzir a circulação de moeda e garantir a convergência dos preços, mantendo a credibilidade da autoridade monetária perante o mercado.

Haddad já criticou, no passado, declarações de Campos Neto durante evento na XP em Washington (EUA). Em 23 de setembro de 2025, o ministro da Fazenda afirmou, durante entrevista ao ICL, que o processo de transição foi “muito complexo” e que a toda a história “virá à tona” no futuro. “Essa história vai ser contada no momento adequado”, disse na época.

Nesta 2ª feira (19.jan.2026), voltou a dizer que o processo de transição não foi normal, porque Galípolo teve de reconstruir a credibilidade da autoridade monetária.

Campos Neto e Fernando Haddad posam para foto depois de premiação do Latin Finance, em outubro de 2023

GABRIEL GALÍPOLO

Galípolo foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda no 1º semestre de 2023, até ser indicado para a Diretoria de Política Monetária do Banco Central, cargo que ocupou até assumir a presidência da autoridade monetária, em janeiro de 2025.

O Poder360 já publicou que, em 2025, desde que assumiram cargos no BC, nenhum dos 7 diretores indicados pelo presidente Lula votou para cortar o juro base, que está em 15% ao ano desde junho.

Apesar dos juros elevados, Haddad disse que, se pudesse voltar no tempo, teria indicado Galípolo para a secretaria-executiva e para a presidência do Banco Central novamente.

“Eu faria tudo o que eu fiz de novo”, disse. “É uma pessoa em quem eu confio. É uma pessoa que eu sempre insisti em dizer: ‘herdou um problema que só vai ser conhecido depois’”, completou Haddad.

O antecessor de Galípolo era Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro da Fazenda afirmou que Galípolo assumiu “vários problemas” de Campos Neto, e citou o caso de fraudes do banco Master, que, segundo Haddad, todo o problema foi constituído na gestão anterior. O ministro defendeu que o presidente do BC resolveu o problema com grande competência.

“O Banco Master não cresceu neste ano que o Galípolo descascou o abacaxi. E descascou o abacaxi com a responsabilidade de ter, ao final do processo, um processo robusto para justificar as decisões duras que teve que tomar, mas isso foi uma herança”, disse Haddad.

FINTECHS

Haddad criticou o prazo de até 2029 dado pelo Banco Central para que empresas que as fintechs –empresas de tecnologia do setor financeiro– se adequem às normais do SFN (Sistema Financeiro Nacional). A gestão Galípolo antecipou o calendário para 2026. Segundo Haddad, o calendário extenso permitiu a falta de fiscalização.


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