A adoção institucional de criptomoedas entrou em uma fase sem volta.
Segundo a PwC, o debate deixou de ser “se” as instituições usarão cripto e passou a ser “como” integrar essas tecnologias aos sistemas financeiros.
De acordo com o Global Crypto Regulation Report 2026, da PwC, os ativos digitais já não dependem de especulação. Além disso, passaram a operar em pagamentos, liquidação, gestão de caixa e balanços corporativos.
Por isso, sistemas baseados em stablecoins e caixa tokenizado já fazem parte de processos centrais.
Stablecoins agora circulam em transferências internas, pagamentos internacionais e tesourarias corporativas. Entretanto, grande parte desse uso ocorre nos bastidores, sem contato direto com o usuário final.
Esse fator, segundo a PwC, dificulta qualquer tentativa de reversão. Uma vez integrados à infraestrutura, esses sistemas se tornam essenciais à operação financeira.
A visão da PwC encontra respaldo no mercado, em Davos, o CEO da Circle, Jeremy Allaire, afirmou que bancos avançam de pilotos para uso em produção.
Ele estimou crescimento anual composto de 40% como base razoável para stablecoins.
Além disso, Allaire destacou volumes crescentes em redes como Visa e Mastercard, portanto, stablecoins já atuam como instrumentos financeiros, não como produtos experimentais.
Pesquisas da ARK Invest reforçam essa leitura, no relatório Big Ideas 2026, a gestora aponta blockchains públicos em fase de implantação em larga escala.
Segundo a ARK, stablecoins funcionam como ponte entre finanças tradicionais e redes onchain. Com isso, aceleram a migração de pagamentos e liquidações para infraestrutura blockchain.
No médio prazo, esse movimento tende a aprofundar a integração entre bancos e tecnologia onchain. Assim, o sistema financeiro global avança para um modelo híbrido, mais eficiente e conectado.
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