O FinTelegram está atualmente a ser atingido por uma onda de comentários de spam que se leem como "testemunhos" emocionais — e depois promovem discretamente um "especialista em recuperação", um endereço de e-mail, um ID do Telegram e um site descartável. Isto não é ajuda. Este é o segundo golpe: fraude de reembolso / recuperação direcionada a vítimas que já estão desesperadas.
Factos principais
- Golpes de recuperação são fraudes clássicas de "taxa antecipada": pagar primeiro (taxas, "impostos", "verificação", "certificado AML", "gas", "desbloqueio") → perder mais.
- Reguladores e agências alertam repetidamente: as autoridades não o contactam para "recuperar" cripto, e os burlões frequentemente personificam agências ou escritórios de advogados.
- O FBI alertou especificamente sobre escritórios de advogados fictícios que oferecem recuperação de cripto e exorta as vítimas a reportar ao IC3.
- O padrão exato de "testemunho" que recebemos ("fé restaurada", "rastreamento de blockchain de ponta", depois detalhes de contacto) aparece noutros locais online como conteúdo promocional, não como prova.
- O FinTelegram já documentou operações de "recuperação" que alegam falsamente laços com a Europol/EC3 anteriormente — mesma estratégia, novo nome de marca.
Análise breve
O comentário que recebemos é um golpe de recuperação exemplar: uma história dramática de vítima, jargão "forense" vago e uma mudança brusca para marketing ("contacte-os… fez toda a diferença"). Não iremos reproduzir os números de telefone/e-mails/domínios aqui porque é exatamente isso que os burlões querem: distribuição gratuita através da nossa plataforma.
Sim, o rastreamento de blockchain existe — é uma técnica de investigação real usada pelas autoridades e equipas profissionais de compliance. Mas "rastreamento" não é o mesmo que "recuperação garantida", e atores legítimos não prometem resultados, pressionam vítimas a pagamentos rápidos, nem operam através de números aleatórios de Telegram/WhatsApp e domínios rotativos.
Verificação de realidade: a recuperação é normalmente só possível quando os fundos atingem um ponto de estrangulamento regulado (por exemplo, uma exchange que pode congelar/devolver ativos) ou quando as autoridades apreendem infraestruturas. Qualquer pessoa que venda certezas às vítimas está a vender ficção.
O que fazer (e o que NÃO fazer)
Fazer:
- Reporte imediatamente ao seu fornecedor de exchange/carteira, apresente uma queixa policial e reporte cibercrime (EUA: IC3).
- Preserve provas: hashes TX, endereços de carteira, conversas, e-mails, capturas de ecrã.
- Trate "serviços de recuperação" que solicitam pagamentos de cripto adiantados, acesso remoto ao ambiente de trabalho ou sigilo como hostis.
Não fazer:
- Não pague taxas de "processamento", "libertação", "imposto", "gas" ou "verificação AML".
- Não instale software nem conceda acesso remoto a "agentes de recuperação".
- Não acredite em testemunhos publicados em comentários. Isso é distribuição, não prova.
Foi abordado por um serviço de "recuperação de fundos" após um golpe — especialmente via spam de comentários, Telegram/WhatsApp ou branding de "escritório de advogados"? Envie identificadores (domínios, endereços de carteira, e-mails, registos de conversas, faturas, pedidos de taxas) via Whistle42.com. Anonimato respeitado.
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