Executivo foi o único investigado a responder questionamento da PF nesta 3ª feira; os outros 3 tiveram depoimentos cancelados pela PFExecutivo foi o único investigado a responder questionamento da PF nesta 3ª feira; os outros 3 tiveram depoimentos cancelados pela PF

Defesa de Luiz Antonio Bull diz que vai colaborar com a investigação

2026/01/27 22:46
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O advogado Augusto Arruda Botelho, que defende o ex-diretor de Compliance do Banco Master Luiz Antonio Bull, afirmou nesta 3ª feira (27.jan.2026) que o executivo respondeu todos os questionamentos durante o depoimento e que vai colaborar durante as investigações.

“O senhor Luiz Bull sempre esteve e continuará à disposição das autoridades. Hoje, respondeu todas as perguntas, tanto da autoridade policial quanto do Ministério Público e do juiz instrutor do STF, no interesse de sempre colaborar com as investigações e assim que ele vai se portar durante todo esse processo”, afirmou Arruda Botelho

Antonio Luiz Bull foi o único dos 4 investigados intimados a depor nesta 3ª feira que compareceu ao STF e respondeu os questionamentos. Ele prestou depoimento por videoconferência.

As audiências com os demais investigados foram canceladas depois que as defesas afirmaram que não pretendiam se manifestar enquanto não houver a disponibilização das provas colhidas pela Polícia Federal.

Em novembro, o advogado de Luiz Bull envolveu-se em uma polêmica ao viajar para a final da Libertadores, em Lima, no Peru, junto com o ministro Dias Toffoli, relator das apurações sobre o Master no STF. O caso serviu para que congressistas apresentassem à PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido para reconhecer a suspeição do ministro no caso, por um possível conflito de interesses.

A PGR já arquivou pedidos para a suspeição do ministro, mas afirma que ainda analisa o caso.

O executivo chegou a ser preso preventivamente no início das investigações e, em 27 de novembro, teve a prisão convertida em medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica. 

VEJA O VÍDEO

DEPOIMENTOS 

O ministro Dias Toffoli havia autorizado o depoimento de 8 executivos ligados ao Master e ao Banco de Brasília nesta 2ª e 3ª feira. No entanto, 6 investigados se recusaram a responder aos questionamentos da PF alegando não ter acesso prévio às provas colhidas nas apurações.

Quem falou: 

  • Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor financeiro do Banco de Brasília – compareceu presencialmente à sala de audiências do STF na 2ª feira e respondeu os questionamentos;
  • Luiz Antonio Bull, ex-diretor de Compliance do Banco Master – compareceu ao depoimento por videoconferência na 3ª feira e respondeu os questionamentos. 

 Quem não falou: 

  • André Felipe de Oliveira Seixas Mais, ex-funcionário do Banco Master – falou por videoconferência na 2ª feira e alegou não ter acesso ao conteúdo das investigações e não respondeu às perguntas;
  • Henrique Souza e Silva Peretto, empresário ligado a empresas envolvidas nas operações investigadas – falou por videoconferência na 2ª feira e não respondeu aos questionamentos dos investigadores;
  • Alberto Felix de Oliveira, executivo do Banco Master, falou por videoconferência na 2ª feira. Ele afirmou que não era diretor da instituição, mas funcionário sem competência para aprovar contratos, e não respondeu aos questionamentos da PF nem da PGR por alegar não ter tido acesso aos autos da investigação;
  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do Banco de Brasília – teve o depoimento marcado para esta 3ª feira cancelado;
  • Angelo Antonio Ribeiro da Silva, executivo do Master – alegou que não teve acesso aos autos e, por isso, não responderia aos questionamentos. Depoimento marcado para esta 3ª feira foi cancelado; 
  • Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Master e atual sócio do Banco Pleno (ex-Voiter) – teve o depoimento marcado para esta 3ª feira cancelado.
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