Clawdbot funciona localmente no computador e pode ser controlado via mensagens de texto — Foto: Getty Images
Um novo assistente de inteligência artificial está empolgando desenvolvedores e aficionados por tecnologia. O Moldbot, antes conhecido como Clawdbot e criado por Peter Steinberger, fundador da PSPDFKit, é um agente de IA de código aberto capaz de gerenciar tarefas digitais de forma autônoma, funcionando continuamente no computador do usuário.
Segundo o Business Insider, diferentemente de ferramentas como ChatGPT, o Moldbot opera localmente na máquina e se conecta a aplicativos de mensagens como WhatsApp ou Telegram, permitindo que usuários enviem comandos e recebam respostas por texto. A ferramenta ganhou até um mascote: uma simpática lagosta que identifica o projeto nas redes sociais.
A proposta é ambiciosa: automatizar a vida digital. Usuários relataram ter pedido ao agente que organizasse agendas, monitorasse sessões de programação e até criasse novos "funcionários" virtuais baseados em IA. Um desenvolvedor mencionou ao Business Insider que solicitou ao Moldbot uma reserva em restaurante e, quando a plataforma OpenTable não funcionou, o assistente utilizou o recurso ElevenLabs para ligar diretamente para o estabelecimento.
O sistema roda 24 horas por dia no computador do usuário, o que levou algumas pessoas a reativar notebooks antigos apenas para essa finalidade. Mas o movimento mais comentado nas redes sociais foi a corrida por Mac Minis, o computador compacto da Apple. Logan Kilpatrick, gerente de produto no Google DeepMind, postou que havia encomendado um Mac Mini especificamente para rodar o Clawdbot, segundo relatou o Business Insider. Buscas online pelo termo "Mac Mini" registraram alta nos Estados Unidos nos últimos dias, de acordo com o Google Trends.
Steinberger, no entanto, esclareceu que comprar um novo equipamento não é necessário. Segundo ele, o serviço pode ser implementado gratuitamente em plataformas como a camada gratuita da Amazon Web Services.
O projeto recebeu elogios de nomes influentes no Vale do Silício, incluindo Garry Tan, CEO da aceleradora Y Combinator, e diversos sócios da Andreessen Horowitz. Muitos celebraram as capacidades do agente, outros criaram memes sobre ele, e alguns levantaram alertas sobre segurança.
Olivia Moore, sócia da a16z, descreveu ao Business Insider o processo de configuração como técnico demais para o consumidor médio, envolvendo comandos de terminal e chaves de API. Já Rahul Sood, ex-executivo da Microsoft, alertou que o Molddbot transforma mensagens de texto em "superfícies de ataque" e não possui "barreiras de proteção por design". Um especialista em segurança comparou usar o assistente a contratar um mordomo brilhante que depois abre sua casa para desconhecidos.
Steinberger respondeu às preocupações indicando medidas de segurança que usuários podem adotar, como ler a documentação de segurança do projeto e evitar adicionar o Moldbot a grupos de conversa.
A onda de compras de Mac Minis gerou dezenas de piadas nas redes sociais. Um fundador brincou que sua "preparação de refeições" era uma geladeira cheia de Mac Minis e energéticos Monster. Outro engenheiro postou que seu Mac Mini havia pedido demissão e se divorciado da esposa. Houve também quem previsse uma onda de devoluções do equipamento em duas semanas.
Sobre o agente em si, as opiniões se dividem. Enquanto um desenvolvedor declarou que "a AGI [inteligência artificial geral] chegou e 99% das pessoas não têm ideia", outro classificou o projeto como uma "farsa geracional", contando que precisou de seis mensagens para conseguir um simples convite de calendário.


