O dólar fechou esta quinta-feira (5) em leve alta de 0,08% frente ao real, a R$ 5,25. A moeda americana oscilou ao longo do dia, refletindo fatores externos, mas o real teve desempenho superior ao de outras divisas emergentes.
O movimento ocorreu em um ambiente global adverso, marcado pela valorização do dólar no exterior, queda do petróleo, preocupações com o setor de tecnologia e dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos.
Analistas apontam que o real continua beneficiado pela entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira e pelo diferencial de juros entre o Brasil e países desenvolvidos, que favorece o chamado carry trade.
Em fala ao Broadcast, o diretor de Investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Marco Antonio Mecchi, afirmou que o cenário internacional pode favorecer moedas emergentes, incluindo o real. Para ele, a piora fiscal em países desenvolvidos e a instabilidade política nos EUA incentivam a diversificação global de investimentos.
Fatores domésticos como propostas de aumento de gastos e indicações para diretorias do Banco Central têm tido influência limitada sobre o câmbio no momento.
O principal dado do dia foi o relatório Jolts, que mostrou queda na abertura de vagas de emprego nos Estados Unidos para 6,5 milhões em dezembro, abaixo da previsão de 7,175 milhões.
Após a divulgação, aumentaram as apostas de corte de juros nos EUA. Dados do CME Group indicam que a probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual em março subiu de cerca de 10% para pouco mais de 20%.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,20% no fim da tarde, próximo de 97,8 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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