O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (5) em alta de 0,23%, aos 182.127,25 pontos, após registrar na véspera sua maior queda desde 16 de dezembro.
A valorização foi sustentada pelas ações do Itaú (ITUB4), que subiram 2,02% após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. O resultado influenciou positivamente o setor, apesar do desempenho mais fraco de outros bancos.
Em fala ao Broadcast, João Paulo Fonseca, head de renda variável da HCl Advisors, afirmou o resultado do Itaú ficou em linha com as expectativas do mercado, contribuindo para o desempenho positivo do índice.
Bradesco também reagiu no fim do pregão à espera de seus resultados. Os papéis ordinários (BBDC3) avançaram 0,66% e os preferenciais (BBDC4), 0,81%.
Apesar da recuperação, o movimento foi limitado por quedas em ações de peso, como Vale e Petrobras. Ainda assim, o índice acumula alta de 0,42% na semana e no mês. Em 2026, o Ibovespa avança 13,03%.
As ações da Vale (VALE3) recuaram 3,33%, acompanhando a queda de quase 2% no preço do minério de ferro na China. Apesar da queda no dia, o papel ainda acumula alta de 20,14% em 2026.
Já a Petrobras registrou perdas, com os papéis ordinários (PETR3) caindo 1,43% e os preferenciais (PETR4), 1,39%. O movimento acompanhou o recuo de cerca de 3% nos contratos futuros do petróleo em Londres e Nova York.
As ações da CSN (CSNA3) caíram 3,23%, pressionadas por informações de que a empresa negocia um empréstimo de US$ 1,5 bilhão para refinanciar dívidas e reduzir a alavancagem financeira. As ações da CSN Mineração (CMIN3) também recuaram, com queda de 1,98%.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se MRV (+6,85%), Vamos (+6,28%) e Cury (+3,71%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-4,56%), Porto Seguro (-3,73%) e Vale (-3,33%).
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