A BR Partners reportou um quarto tri com queda na receita e no ROE, refletindo um cenário macro mais restritivo, mas o banco disse que o pipeline de M&As voltouA BR Partners reportou um quarto tri com queda na receita e no ROE, refletindo um cenário macro mais restritivo, mas o banco disse que o pipeline de M&As voltou

BR Partners perde receita, mantém ROE em 22% e diz que M&As estão voltando

2026/02/06 07:17
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A BR Partners reportou um quarto tri com queda na receita e no ROE, refletindo um cenário macro mais restritivo, mas o banco disse que o pipeline de M&As voltou a esquentar. 

O banco teve receita líquida de R$ 131,4 milhões no tri, uma queda de 8,7% na comparação ano contra ano. A receita com clientes caiu 10,9% para R$ 105 milhões, enquanto a receita com a remuneração do capital subiu 1,3%, para R$ 25,5 milhões.

Apesar da queda no top line, a BR Partners reportou um crescimento de 5,7% no lucro líquido ano contra ano, para R$ 44,5 milhões. 

O crescimento teve a ver com a queda nas despesas, que caíram mais que as receitas, retraindo 16,6%.

“Temos uma flexibilidade muito grande na gestão de custos. Sempre estamos buscando o máximo de top line, mas quando vem um ano mais difícil como esse, em que a receita cai, conseguimos fazer ajustes na nossa estrutura para manter o nosso nível de ROE histórico,” Marcelo Costa, o chefe da tesouraria da BR Partners, disse ao Brazil Journal

Segundo ele, o grosso na redução de despesas veio do pessoal. A BR Partners até aumentou o headcount no ano, mas diminuiu a remuneração variável dos funcionários, que é o grosso da remuneração. 

No ano, a BR Partners fechou com um ROE de 22,1%, abaixo dos 23,9% do ano passado, mas ainda dentro de sua média histórica e (bem) acima do custo de capital. Ao contrário de muitos bancos, a BR Partners não ajusta seus resultados, mas Costa notou que o ROE é impactado negativamente por custos para a construção da plataforma de wealth management, ainda em fase de ramp up

No consolidado de 2025, a receita caiu 8,6%, para R$ 531 milhões; as despesas caíram 12,6%; e o lucro líquido caiu 9,6% para R$ 175 milhões. 

Vinicius Carmona, o diretor de RI do banco, disse que a queda no ano teve a ver com a desaceleração dos M&As. 

“Os nove primeiros meses de 2025 foram o período mais fraco de M&As dos últimos cinco anos,” disse ele. “Mesmo assim entregamos uma rentabilidade sólida porque o mercado de emissões de dívida foi muito forte, batendo mais um ano recorde, o que compensou parte das perdas de M&As.”

A boa notícia é que no quarto tri os M&As começaram a voltar — ainda que boa parte dos fees das transações fechadas só vão ser apropriados no primeiro tri deste ano. 

A BR Partners assessorou sete transações de M&A que foram concluídas no quarto tri, incluindo a criação de uma joint venture entre a Imetame e a gigante alemã Hapag-Lloyd, a compra da Uniplan pelo Objetivo, e a compra da Proxxima pelo Grupo Werthein

“Com a perspectiva de queda de juros, a reprecificação da Bolsa e a entrada de fluxo estrangeiro, as grandes empresas estão mais prontas e organizadas para olhar movimentos estratégicos, como aquisições,” disse Carmona. “Temos visto uma melhora significativa do nosso pipeline de negócios”.

Segundo ele, o primeiro semestre deste ano deve ser forte em M&As, tanto pelos deals já fechados que escorregaram para o primeiro tri quanto por outras transações que estão próximas de serem anunciadas.

Outra vertical que caiu no ano passado foi a de reestruturação (que é reportada na linha de investment banking junto com a receita de M&A), basicamente devido à base de comparação forte, já que em 2024 houve diversos eventos de crédito envolvendo empresas como Light, CVC e Marisa (e a BR Partners trabalhou em todas). Mas Carmona disse que “o pipe de reestruturação continua muito robusto”.

Por outro lado, a área de debt capital market (DCM) teve um ano muito forte, com a BR Partners assessorando 39 emissões e vendo um aumento relevante no tíquete médio. Enquanto o tíquete médio das emissões de 2024 havia sido de R$ 184 milhões, o tíquete médio do ano passado foi de R$ 251 milhões. 

O destaque para o DCM foi o quarto tri, que concentrou quase metade das operações. Das 39 emissões do ano, 15 aconteceram no quarto tri. 

“No primeiro semestre, achamos que vamos ter um ritmo parecido para DCM. No segundo não sabemos, por conta das eleições, mas a melhora no ambiente de precificação e a perspectiva de queda de juros pode continuar dando algum ânimo para as empresas,” disse Costa.

A BR Partners vale R$ 2,12 bilhões na B3, com a ação subindo 51% nos últimos doze meses. 

Desde a listagem da companhia na Nasdaq, a liquidez do papel aumentou em cerca de R$ 2 milhões. A liquidez do papel no Brasil é de R$ 8,3 milhões; na Nasdaq, de cerca de US$ 100 mil.

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