
Mas de acordo com os estrategistas do Bank of America, essa era de liderança unidirecional pode estar chegando ao seu limite.
Savita Subramanian, chefe de estratégia quantitativa e de ações dos EUA na BofA, disse aos clientes que a história sugere que o rally das megacaps poderia em breve dar lugar a uma participação mais ampla do mercado. Se o Federal Reserve começar a cortar as taxas e o ciclo econômico mudar para o modo de recuperação, ela argumenta, os investidores podem começar a favorecer ações menores e mais diversificadas em vez de alguns nomes familiares.
O Magnificent-7 — Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Nvidia — impulsionou grande parte do crescimento de Wall Street nos últimos anos. Mas sua dominância mostrou rachaduras em 2025. Apple e Tesla, por exemplo, têm lutado para recuperar seus máximos de 2024 em meio a tensões comerciais e temores de tarifas. Enquanto isso, empresas menores do S&P 500 têm silenciosamente reduzido a diferença de desempenho.
A pesquisa do Bank of America aponta que as 50 maiores empresas dos EUA superaram o S&P 500 em mais de 70 pontos percentuais desde 2015. A última vez que tal divergência ocorreu foi durante o final dos anos 1990, pouco antes do estouro da bolha dot-com. Após esse colapso, o mercado se inverteu — ações menores e focadas em valor superaram por anos enquanto os líderes de tecnologia tropeçaram.
Se esse padrão se repetir, o BofA espera que o crescimento das megacaps desacelere enquanto nomes de valor e ações de pequena capitalização ganham impulso. Cortes nas taxas amplificariam a rotação, especialmente se a inflação continuar sendo um vento favorável para setores mais cíclicos. Tal mudança marcaria uma das mudanças narrativas mais significativas para as ações dos EUA em uma década.
Adicionando outra reviravolta à história está a rápida ascensão das ações relacionadas a cripto. A adoção do Bitcoin impulsionou ganhos impressionantes para a Strategy (MSTR) de Michael Saylor, que adotou uma estratégia de tesouraria centrada na criptomoeda. A plataforma de negociação Coinbase também se recuperou junto com o aumento dos volumes de ativos digitais, enquanto outras empresas de blockchain estão surfando na onda do interesse institucional.
O destaque nas stablecoins, com as quais os bancos dos EUA estão começando a experimentar como reservas, reforça ainda mais a sensação de que os ativos digitais estão entrando no mainstream — e até competindo com os queridinhos tradicionais do mercado de ações pela atenção dos investidores.
Perspectiva
É improvável que o Magnificent-7 desapareça da relevância tão cedo. Mas o aviso do Bank of America é claro: os dias de dominância inquestionável podem estar contados. Se a história se repetir, a liderança poderia se ampliar por todo o S&P 500, com nomes de pequena capitalização e até mesmo ligados a cripto emergindo como sérios concorrentes na próxima fase do mercado em alta.
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