O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) criticou na 2ª feira (10.fev.2026) a falta de valorização efetiva da Polícia Civil durante cerimônia de posse de sua diretoria para o triênio 2026/2029. O evento, realizado no Auditório Franco Montoro, da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), foi marcado por cobranças da presidente reeleita, delegada Jacqueline Valadares, pelo cumprimento de promessas feitas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ela, a valorização da corporação “tem de ser real, não mero palanque político”.
A solenidade marcou a recondução oficial de Jacqueline Valadares à presidência do Sindpesp, cargo que ocupa desde janeiro de 2023. A diretoria foi reeleita por aclamação em 10 de janeiro deste ano e permanecerá à frente da entidade até 2029.
Durante seu pronunciamento, a presidente do Sindpesp apresentou dados sobre a situação da corporação e afirmou que cerca de 1.200 policiais civis deixaram a instituição em 2025, entre exonerações a pedido e aposentadorias. Ela destacou que, apesar das conquistas obtidas com a Constituição Federal de 1988, a instituição enfrenta a negação de diversos direitos.
“Como se não bastassem os baixos vencimentos, ainda não temos pagamento de hora extra, adicional noturno, auxílio-saúde, e progressão de carreira com critérios objetivos –só para citar algumas das negligências. A luta do Sindpesp continua, a fim de garantirmos que a carreira seja reconhecida e valorizada, e não seja mero palanque político”, afirmou Jacqueline.
Em ano eleitoral, a legislação proíbe a concessão de reajustes salariais a servidores públicos nos 180 dias que antecedem o pleito. A regra alcança o governo paulista, chefiado por Tarcísio, pré-candidato à reeleição.
Em novembro de 2025, o sindicato afirmou que estava à “deriva” com o governo de São Paulo. Na época, o Sindpesp disse que a Polícia Civil paulista enfrentava um deficit de 15.000 cargos vagos de um total de 42.000 previstos.
O Poder360 entrou em contato com a assessoria do governador de São Paulo, mas não obteve retorno. Em caso de resposta, o texto será atualizado.


