Mais de um terço dos alimentos comercializados para crianças pequenas foram encontrados contendo açúcares ou adoçantes, de acordo com um estudo de 2024 da UNICEF Filipinas e do Consórcio para Melhoria de Alimentos Complementares no Sudeste Asiático (COMMIT).
Os açúcares adicionados não são encontrados apenas em guloseimas óbvias como doces, mas também estão presentes em muitos outros alimentos que não parecem doces, disse a TMC em comunicado. Ingredientes como sacarose, maltodextrina e xarope de milho são comumente adicionados para melhorar o sabor e a palatabilidade, mas esses produtos ainda são posicionados como alimentos para crianças.
O Dr. Marthony "Ato" P. Basco, pediatra da The Medical City Ortigas, disse que a ingestão excessiva de açúcar pode causar riscos a longo prazo para as crianças.
"A obesidade e o excesso de peso estão ligados à diabetes, hipertensão, alergias como asma e até mesmo algumas formas de cancro no futuro", disse o Dr. Basco em comunicado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que uma em cada 10 crianças filipinas com idades entre 5 e 10 anos é considerada com excesso de peso, sendo a ingestão de "alimentos não saudáveis" apontada como a principal culpada.
Além dos problemas de peso, o Dr. Basco também observou que o açúcar em excesso pode causar problemas dentários, hiperatividade, dificuldade em regular os níveis de energia e uma preferência por sabores doces, o que pode levar a hábitos alimentares seletivos.
Para reduzir a ingestão excessiva de açúcar entre as crianças, a TMC incentivou os pais a escolherem leite — uma base da nutrição infantil — preferencialmente leite fresco ou fórmula com modificações adicionadas mínimas.
Também recomendou evitar produtos lácteos com açúcares adicionados como sacarose ou maltodextrina, para preservar a integridade nutricional do leite enquanto apoia hábitos alimentares mais saudáveis. — Edg Adrian A. Eva


