Vale (VALE3) tem prejuízo bilionário, mas será que resultados foram ruins? Entenda
A Vale (VALE3) divulgou, na noite de ontem (12), o balanço de resultados do quarto trimestre de 2025. No período, a companhia registrou um prejuízo atribuível aos acionistas de US$ 3,8 bilhões, acima do resultado negativo de US$ 694 milhões apresentado um ano antes.
Ao excluir os efeitos envolvendo Brumadinho e a descaracterização das barragens, além de itens não recorrentes, o lucro líquido teria sido de US$ 1,4 bilhão.
Já no acumulado de 2025, a mineradora apresentou um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 2,35 bilhões, um recuo de 62% em relação ao ano anterior.
Em meio ao recuo dos indicadores, as ações da Vale (VALE3) estão operando no vermelho nesta manhã. Por volta das 11h, os papéis da mineradora caem 1,43%, a R$ 87,95.
Apesar da queda das ações e do prejuízo reportado nos três últimos meses de 2025, os resultados da Vale vieram em linha com o que era esperado pelos analistas, sem grandes surpresas negativas.
Em relatórios divulgados nesta manhã, o UBS BB e a XP investimentos concordaram que a leitura do trimestre foi fraca, mas também destacaram que parte do desempenho já estava no radar dos investidores.
Para o UBS, a combinação de menor realização de preços e pressão nos custos de produção limitou a expansão das margens no período.
“Os resultados do 4T ficaram abaixo das nossas estimativas, principalmente devido a preços realizados mais fracos e maiores custos unitários”, disseram os analistas.
Já a XP, destacou que o ambiente mais desafiador para o minério de ferro já vinha sendo observado ao longo do trimestre, o que ajuda a explicar a reação moderada do mercado.
Tanto UBS BB quanto XP reforçam que o desempenho das ações da Vale permanece altamente dependente da dinâmica do minério de ferro e da demanda chinesa.
A XP foi direta ao reforçar que a dinâmica do minério de ferro segue sendo o principal driver para o desempenho das ações. O banco destaca ainda que oscilações nos preços internacionais e nos prêmios de qualidade podem continuar gerando volatilidade relevante no papel.
O UBS BB também adotou uma postura cautelosa ao mencionar que o comportamento das ações seguirá sensível ao cenário externo, especialmente às perspectivas para o setor imobiliário e de infraestrutura na China, que impactam diretamente o consumo de aço.
Apesar do trimestre mais fraco, os analistas reconhecem que a Vale (VALE3) mantém forte capacidade de geração de caixa.


