O cofundador do Ethereum apresentou um plano estratégico para proteger a rede contra computadores quânticos, que representam uma ameaça futura à criptografia atual.
Dessa forma, a proposta busca atualizar a base de segurança da blockchain antes que esses sistemas avancem significativamente.
Vitalik Buterin revelou o chamado “roteiro quântico” com foco em atualizar a criptografia da rede. O objetivo, portanto, é evitar que computadores quânticos quebrem os sistemas atuais.
Atualmente, o Ethereum utiliza o padrão ECDSA, no entanto, esse modelo pode se tornar vulnerável com os avanços da computação quântica.
Por isso, Buterin propõe novas tecnologias, incluindo:
Essas mudanças, portanto, fortalecem a segurança e permitem o uso de algoritmos resistentes ao futuro quântico.
Além disso, Buterin alertou sobre a urgência do tema, segundo ele, computadores quânticos podem quebrar a segurança antes de 2028.
Consequentemente, ele destacou que contas mais flexíveis se tornam essenciais. Em suas palavras, isso permitiria “contas que podem usar qualquer algoritmo de assinatura”.
Dessa forma, a rede reduziria riscos críticos e aumentaria sua longevidade.
Enquanto isso, desenvolvedores discutem incluir parte dessas mudanças no upgrade chamado Hegota. A atualização, segundo estimativas, pode chegar no segundo semestre de 2026.
Nesse contexto, o pesquisador Felix Lange defendeu a inclusão das chamadas frame transactions. Esse modelo, por sua vez, amplia a abstração de contas.
Segundo ele, a mudança é estratégica.
Assim, o Ethereum poderá suportar algoritmos resistentes à computação quântica.
Além disso, a Ethereum Foundation criou uma equipe dedicada exclusivamente ao tema. O grupo, portanto, trabalha com base em anos de pesquisa já realizados.
Paralelamente, a fundação lançou um incentivo direto ao desenvolvimento. Atualmente, oferece US$ 1 milhão para avanços em criptografia pós-quântica.
Da mesma forma, o pesquisador Justin Drake afirmou que o objetivo é claro, o plano busca uma “transição completa com zero perda de fundos”.
Portanto, a estratégia prioriza segurança sem comprometer a continuidade da rede.
Como resultado, o plano posiciona o Ethereum como pioneiro na segurança pós-quântica. Isso, consequentemente, pode fortalecer a confiança institucional.
Além disso, essa preparação reduz significativamente os riscos de ataques futuros.
Ao mesmo tempo, investidores acompanham o tema com atenção crescente, afinal, segurança é um fator decisivo para a adoção global. Por esse motivo, agir antes da ameaça se concretizar cria uma vantagem competitiva relevante.
Se implementado com sucesso, o roteiro poderá proteger trilhões de dólares em ativos digitais.
No longo prazo, essa transição poderá se tornar padrão em todo o setor cripto.
Assim, o Ethereum busca garantir sua sobrevivência e relevância em uma era dominada pela computação quântica.
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