A inadimplência de aluguel no Brasil recuou de 3,44% em dezembro para 3,29% em janeiro de 2026, levando o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, ao menor nível dos últimos oito meses.
Na comparação anual, o recuo é da mesma magnitude, uma vez que a taxa também foi de 3,44%.
A inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez consecutiva, de 2,23% em dezembro para 2,15% em janeiro. Nas casas, o índice registrou queda de 3,74% para 3,54%. Os imóveis comerciais também apresentaram redução, de 4,65% para 4,46% no período.
Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica, a redução observada no início do ano reforça a tendência vista nos últimos meses de 2025. Ele ressalta, no entanto, que inflação e juros continuam no radar em 2026.
Confira o desempenho nos últimos meses:
Entre os imóveis residenciais, a faixa de aluguel acima de R$ 13 mil apresentou queda de 1,27 ponto percentual (p.p.) na inadimplência, passando de 6,04% em dezembro para 4,77% em janeiro.
Com a queda, os imóveis de até R$ 1.000 passaram a registrar a maior taxa residencial em janeiro, com 5,76%. Apesar disso, houve redução de 0,13 ponto percentual frente aos 5,89% do mês anterior.
As menores taxas residenciais ficaram nas faixas de R$ 3.000 a R$ 5.000 (1,76%) e de R$ 2.000 a R$ 3.000 (1,82%).
Segundo Gonçalves, ainda é cedo para identificar uma tendência consolidada, especialmente porque, em 2025, os imóveis acima de R$ 13 mil lideraram a inadimplência.
Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continuou com a maior taxa, de 7,22%, mas teve redução expressiva de 0,84 ponto percentual na comparação com o mês anterior (8,06%), ficando à frente dos imóveis acima de R$ 13.000 (5,48%).
A faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000 foi responsável pela menor taxa do segmento, com 3,78%.
Em janeiro, a região Norte voltou a liderar a inadimplência, com taxa de 4,03%. O Nordeste, que ocupava o topo desde maio de 2025, iniciou 2026 em segundo lugar, com 3,96%, queda de 1,27 p.p. frente aos 5,23% de dezembro.
Com recuo de 0,25 p.p., o Centro-Oeste ficou em terceiro, com 3,28%. O Sudeste apresentou taxa de 3,16%, com leve redução de 0,01 ponto percentual.
Já o Sul manteve a menor taxa do país, com 2,46%, queda de 0,22 ponto percentual na comparação mensal.
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