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As mais fortes vivem mais: a força muscular reduz em um terço ou mais o risco de morte entre mulheres de 63 a 99 anos

2026/03/05 17:00
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Esforço, exercício físico, musculação, determinação — Foto: Getty Images Esforço, exercício físico, musculação, determinação — Foto: Getty Images

Nos anos 1980, quando eu fazia faculdade de jornalismo em Curitiba, costumava voltar para casa após as aulas da manhã para assistir à minha série favorita na época, He-Man e os Mestres do Universo. A parte mais emocionante era quando o príncipe Adam erguia sua espada mágica e dizia: “Pelos poderes de Grayskull! Eu tenho a força!”.

Agora, aos 61 anos, acabo de descobrir que devemos adotar esse mantra — “Eu tenho a força” — se quisermos uma vida longa. Isso vale especialmente para as mulheres, conforme um estudo publicado em fevereiro na revista médica JAMA Network Open, da American Medical Association (AMA). Cientistas descobriram que a força muscular reduz em um terço ou mais o risco de morte prematura entre mulheres de 63 a 99 anos.

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No estudo sobre longevidade e mortalidade, os pesquisadores avaliaram a saúde, o condicionamento físico, a força de preensão e a expectativa de vida das participantes. Diferentemente de estudos anteriores, que não conseguiam distinguir entre os benefícios de ser forte e os de ser ativo e estar em forma, desta vez a pesquisa conseguiu isolar os efeitos da força dos do condicionamento aeróbico e dos níveis de atividade física. A força revelou-se um fator-chave — e singular — para uma vida mais longa, disse ao jornal The Washington Post o pesquisador Michael J. LaMonte, autor principal do estudo e professor de epidemiologia e envelhecimento saudável na Universidade de Buffalo, em Nova York. LaMonte afirmou ter ficado surpreso com os resultados.

O estudo acompanhou 5.472 mulheres entre 63 e 99 anos durante oito anos, focando nos efeitos isolados da força muscular sobre a longevidade. Foram considerados fatores como idade, etnia, saúde, inflamação, tabagismo, quedas e mobilidade. Os resultados confirmaram que maior força está associada a maior sobrevida. Não vou entrar em detalhes sobre a extensa metodologia da pesquisa (você pode ler o artigo científico aqui). Quero apenas destacar os dois principais testes de força realizados com essas mulheres: a preensão manual com dinamômetro (um dispositivo que se aperta com a maior força possível) e o teste de sentar e levantar da cadeira cinco vezes o mais rapidamente possível, que mede a força da parte inferior do corpo.

Não é preciso ser He-Man para ter força suficiente para viver mais. A força de preensão das mulheres mais fortes no estudo teve média de cerca de 24 quilos — um pouco abaixo da média para mulheres de todas as idades —, enquanto os tempos mais rápidos para levantar e sentar cinco vezes ficaram em torno de 11 segundos. Na prática, as descobertas mostraram que, se duas mulheres tivessem hábitos semelhantes de condicionamento físico e exercícios, a mulher com músculos mais fortes provavelmente viverá mais.

Você pode fazer seus próprios testes. Se não tiver um dinamômetro disponível, pode verificar quanto tempo consegue permanecer pendurado em uma barra fixa, movimento conhecido como suspensão na barra. Aceita-se que homens e mulheres saudáveis com menos de 40 anos conseguem manter essa posição por um minuto ou mais; pessoas entre 40 e 50 anos se mantêm penduradas por pelo menos 30 segundos; e aquelas com mais de 60 anos, por no mínimo 10 segundos.

Para o teste de sentar e levantar, peça para alguém cronometrar em quanto tempo você faz as cinco séries. No meu caso, fiz o teste de preensão manual na renovação da carteira de motorista, há alguns anos, com elogios do médico. Quanto ao da cadeira, me sentei e me levantei cinco vezes em 7,88 segundos. Estou bem. O desafio é manter isso até os 100.

*Maria Tereza Gomes é jornalista, mestre em administração de empresas pela FEA-USP, CEO da Jabuticaba Conteúdo e mediadora do podcast “Mulheres de 50”

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