Em notícias recentes sobre Bitcoin, uma pesquisa realizada pelo Clube Bitcoin da Universidade Cornell descobriu que pessoas que vivem sob maior estresse financeiro são mais propensas a recorrer ao Bitcoin.
Os entrevistados que sentiram que "suas finanças controlam suas vidas" demonstraram maior propriedade e confiança na criptomoeda.
Adoção do Bitcoin Aumenta com o Estresse Financeiro
Uma nova pesquisa da Universidade Cornell demonstrou que as opiniões das pessoas sobre o Bitcoin variam amplamente entre regiões.
Os resultados sugeriram que o estresse financeiro e a confiança no governo desempenham um grande papel na formação de como as pessoas veem a criptomoeda.
Em alguns países, o estresse e a baixa confiança podem impulsionar uma maior adoção, enquanto em outros, a estabilidade mantém o interesse mais baixo.
Por exemplo, a pesquisa descobriu que países como Turquia, Índia, Quênia e África do Sul relataram os níveis mais altos de estresse juntamente com algumas das taxas mais fortes de adoção do Bitcoin.
Enquanto isso, países que indicaram menor estresse financeiro também mostram menos interesse no Bitcoin.
El Salvador, Suíça, China e Itália relataram alguns dos níveis mais baixos de estresse, e seus cidadãos eram menos propensos a possuir ou confiar na criptomoeda.
Curiosamente, México, Itália e Japão estavam entre os mais baixos tanto em estresse financeiro quanto em adoção do Bitcoin.
Níveis de Confiança no Bitcoin
A pesquisa também testou os níveis de confiança no Bitcoin pedindo às pessoas para avaliá-lo em uma escala de 0 a 10, com 0 significando nenhuma confiança e 10 significando muita confiança. Em 25 países, o Bitcoin obteve uma média de 4,67.
Como resultado, os resultados levantaram questões sobre o que as pessoas confiam, o que desconfiam e como o Bitcoin se compara a governos, moedas nacionais e outros ativos.
A Nigéria relatou os níveis mais altos de confiança no Bitcoin, enquanto o Japão mostrou os mais baixos, de acordo com a pesquisa.
Quando comparado com ativos tradicionais como ouro, imóveis e principais moedas, o Bitcoin foi percebido como mais arriscado e pontuou mais baixo em confiança geral.
De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados afirmaram que o Bitcoin carrega aproximadamente o mesmo risco que as ações, e 43% relataram o mesmo quando comparado a títulos corporativos.
Quando questionados sobre a capacidade do Bitcoin de reduzir fraudes, proteger a privacidade e fornecer serviços confiáveis, a maioria dos participantes deu respostas neutras.
As respostas não mostraram nem forte apoio nem rejeição total. Isso sugeriu ainda que a incerteza, em vez do ceticismo, molda como as pessoas veem o potencial do Bitcoin como uma ferramenta para a liberdade financeira.
Notícias Bitcoin: Baixa Confiança no Governo Alinha-se com Maior Adoção
Em mais notícias sobre Bitcoin, os resultados revelaram que, dos 25 países, 10 confiavam mais no Bitcoin do que em seus governos, incluindo Brasil, Indonésia, Quênia, Líbano, Nigéria, Filipinas, África do Sul, Turquia, Ucrânia e Venezuela.
De acordo com a pesquisa, essas regiões eram em grande parte mercados emergentes ou países lidando com instabilidade política.
Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos, China e Arábia Saudita mostraram forte confiança em seus governos, muito maior que a confiança no Bitcoin.
Os resultados sugerem que o Bitcoin ganha mais tração onde a confiança nas instituições enfraqueceu, tornando-se uma alternativa à autoridade centralizada.
O estudo de Cornell mostrou que as visões sobre o Bitcoin foram moldadas mais pelas condições econômicas locais e pela confiança nas instituições do que por uma única tendência global.
Para a maioria dos entrevistados, a incerteza, em vez da rejeição total, definiu sua perspectiva sobre a criptomoeda.
Fonte: https://www.thecoinrepublic.com/2025/09/06/bitcoin-news-adoption-thrives-where-financial-stress-is-most-severe/








