Um quinto (20%) de toda energia renovável gerada no Brasil deixou de ser aproveitada em 2025 devido ao curtailment — quando a produção de energia precisa ser reduzida por limitações na capacidade das linhas de transmissão ou pela falta de consumo. Essa restrição gerou perdas estimadas em R$ 6,5 bilhões no período, segundo o Balanço Anual do Curtailment da Volt Robotics.
Análises do DataCenterDynamics avaliam que a expansão de data centers, que devem receber R$ 500 bilhões em aportes nos próximos anos, pode absorver parte do excedente de geração e reduzir o desperdício de eletricidade renovável.
Relatórios da XP Investimentos apontam o Nordeste como o principal destino para esse tipo de empreendimento devido à grande oferta de energia renovável.
Para Cláudio Calonge, CEO da Briskcom, especializada em conectividade via satélite para operações críticas, o Brasil reúne condições para transformar o excedente de geração renovável em oportunidade para o setor tecnológico.
“A coordenação entre regulação, infraestrutura e conectividade, além da integração com o sistema elétrico nacional pode permitir que a expansão de data centers contribua para reduzir o curtailment e ampliar a eficiência da energia renovável”, afirma.
Calonge explica que o principal risco está na interpretação inadequada das regras do setor elétrico, que possui diretrizes claras. No entanto, a leitura equivocada dessas normas pode provocar atrasos, comprometer investimentos e até inviabilizar projetos.
Para ele, a adaptação regulatória e a infraestrutura de conectividade são fatores determinantes, especialmente em regiões remotas, onde há grande produção de energia renovável, mas também desafios operacionais.
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