Acordo vem enquanto Trump pressiona governo brasileiro por combate ao crime organizado e tenta impor condições, como classificar PCC e CV como grupos terroristaAcordo vem enquanto Trump pressiona governo brasileiro por combate ao crime organizado e tenta impor condições, como classificar PCC e CV como grupos terrorista

Sem esperar os EUA, Lula fecha acordo com Bolívia contra o crime

2026/03/17 02:22
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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta 2ª feira (16.mar.2026) com a Bolívia um acordo de cooperação no combate ao crime organizado transnacional. O pacto foi firmado durante visita oficial do presidente boliviano Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, direita) ao Palácio do Planalto.

O acordo estabelece cooperação para prevenção, investigação e repressão do crime organizado transnacional, com foco em tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas e crimes cibernéticos. O texto também prevê penas mais duras para esses delitos nos 2 países.

O acordo foi assinado pelos chanceleres Mauro Vieira, pelo lado brasileiro, e Fernando Hugo Guarama, pelo lado boliviano.

Foi fechado enquanto o Brasil ainda negocia as condições impostas pelos Estados Unidos para cooperação contra o crime organizado. A pauta é prioritária para o petista nas negociações bilaterais. O governo Lula tem resistido às exigências de Washington, D.C..

Lula e Paz já se encontraram antes, em reunião bilateral no Panamá. Apesar da boa relação com Brasília, o boliviano circula ativamente nas agendas da direita regional.

O boliviano participou do lançamento do “Escudo das Américas”, coalizão de segurança criada por Donald Trump (Partido Republicano) com a promessa de “defender” o continente de cartéis.

O Planalto acompanha com atenção o avanço dessas articulações desde a escalada das tensões entre Washington e Caracas. A estratégia de Lula tem sido e estreitar laços com líderes que, embora de campo oposto, ainda mantêm canais abertos com o Brasil.

Durante discurso, Lula defendeu a integração da América Latina como “necessidade histórica”, e não como um projeto ideológico. “O futuro da nossa região depende da nossa capacidade de cooperar”, disse.

O presidente também falou sobre a importância dessa união para que a região conquiste maior espaço na economia global. “Somente uma América do Sul integrada poderá representar o lugar que merece na economia e na política global.”

O presidente também lembrou que tanto Brasil quanto Bolívia enfrentaram tentativas de ruptura democrática – em 2023 no Brasil e em 2019 e 2024 na Bolívia. “Em ambos os países, saímos fortalecidos”, afirmou.

Copyright Sérgio Lima / Poder360 – 16.março.2026
O presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira, em visita oficial ao Brasil, no Palácio do Planalto. Segundo o governo brasileiro, o encontro terá como foco energia, integração e comércio

Brasil e Bolívia assinaram 3 acordos durante a visita:

  • Segurança: cooperação para prevenção, investigação e repressão do crime organizado transnacional, com foco em tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas e crimes cibernéticos. O texto estabelece penas mais duras para esses delitos nos 2 países. Leia a íntegra (PDF – 530 kb).
  • Energia: interconexão elétrica com construção de linha de transmissão entre o Departamento de Santa Cruz, na Bolívia, e o município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Leia a íntegra (PDF – 436 kb).
  • Turismo: memorando de entendimento sobre promoção do setor e qualificação profissional na área. Leia a íntegra (PDF – 420 kb).

Durante discurso, Lula destacou o potencial de ampliar a cooperação em combustíveis. A Bolívia é o maior fornecedor de gás natural para o Brasil, mas o intercâmbio bilateral caiu de US$ 5,5 bilhões em 2013 para US$ 2,6 bilhões no ano passado. “Precisamos atuar muito para reverter esse quadro”, disse o presidente.

O governo brasileiro também sinalizou apoio à produção boliviana de biocombustíveis e à possível instalação de uma fábrica de fertilizantes.

Ministros de Lula ainda acompanham Paz nesta 3ª feira (17.mar) em São Paulo, onde participam de fórum empresarial.

Participaram da cerimônia desta 2ª feira (16.mar):

  • Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
  • Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia);
  •  Carlos Fávaro (ministro da Agricultura);
  • Geraldo Alckmin (vice-presidente);
  • Gisela Padovan (Secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores);
  • Gustavo Feliciano (ministro do Turismo);
  • Jader Filho (ministro das Cidades);
  • Magda Chambriard (presidente da Petrobras);
  • Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores);
  • Simone Tebet (ministra do Planejamento);
  • e Wellington César Lima (ministro da Justiça).

Leia mais:

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