O fundo imobiliário TJKB11 anunciou a distribuição de R$ 2,50 por cota referente ao período de 16 de fevereiro a 15 de março de 2026, o menor patamar em 18 meseO fundo imobiliário TJKB11 anunciou a distribuição de R$ 2,50 por cota referente ao período de 16 de fevereiro a 15 de março de 2026, o menor patamar em 18 mese

FII corta dividendo para R$ 2,50 e projeta recuperação em abril

2026/03/18 17:45
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FII corta dividendo para R$ 2,50 e projeta recuperação em abril

O fundo imobiliário TJKB11 anunciou a distribuição de R$ 2,50 por cota referente ao período de 16 de fevereiro a 15 de março de 2026, o menor patamar em 18 meses. O pagamento está previsto para 25 de março, com direito aos proventos assegurado a quem detinha cotas até o fechamento do pregão de 17 de março. Para pessoas físicas, a isenção tributária sobre os dividendos segue válida conforme a legislação atual.

A administração divulgou comunicado explicando a redução dos dividendos do TJKB11, destacando dois fatores não recorrentes. O primeiro foi a inadimplência da T.K.S. Sistemas Hospitalares e Consultórios Médicos, locatária de múltiplos ativos, que não quitou os aluguéis com vencimento em março de 2026. A companhia, em processo de reorganização após mudança de controle, informou que pretende regularizar os pagamentos até o fim do mês.

Se a normalização ocorrer, os valores entrarão exclusivamente no resultado de abril do fundo imobiliário TJKB11, conforme as regras de reconhecimento contábil. Os imóveis afetados incluem unidades em São Paulo, como conjuntos no Edifício Instituto do Sono, na Rua Marselhesa (Vila Clementino), além de endereços no Tatuapé, Jardins e região da Avenida Adolfo Pinheiro.

O segundo fator foi o desencontro temporal entre a expansão do portfólio e o reconhecimento das receitas do FII TJKB11. O fundo concluiu a aquisição de três imóveis locados ao Instituto do Sono por R$ 271,56 milhões, integralizados por meio da 4ª emissão, que somou 969.852 novas cotas a R$ 280,00 cada. Os contratos têm prazo de 15 anos, reajuste anual pelo IPCA e preveem receita de R$ 2,38 milhões, com rentabilidade bruta estimada de 10,52% ao ano.

Esses ativos adicionam 16.660,54 m² de ABL, elevando em cerca de 44% a área total do fundo. Apesar de as novas cotas já participarem da distribuição de março, os aluguéis desses imóveis só serão contabilizados a partir de abril, pressionando temporariamente os rendimentos.

Segundo a gestão do fundo imobiliário, tanto a inadimplência quanto o efeito de timing são eventos isolados e não recorrentes. A expectativa é de retomada do nível habitual de distribuição já em abril de 2026, com a regularização dos pagamentos e o início da contribuição integral das novas aquisições aos resultados do fundo.

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