Expansão do Grupo Mateus impulsiona receita, mas pressiona margens operacionais. (Grupo Matheus: Divulgação)
O Grupo Mateus (GMAT3) divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, reportando um lucro líquido de R$ 324,3 milhões. O número representa uma leve alta de 2,2% na comparação anual, mas não foi suficiente para sustentar o otimismo dos investidores no pregão desta quinta-feira (19).
Apesar do crescimento no lucro, as ações GMAT3 operam em forte queda de 15,88%, refletindo a pressão sobre as margens operacionais da varejista.
Um dos destaques positivos do balanço foi a receita líquida, que atingiu R$ 10,55 bilhões no período. O avanço de 20,9% em relação ao ano anterior demonstra a força da expansão do grupo, especialmente em sua estratégia de adensamento regional.
Por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou um recuo de 3,1%, somando R$ 612,5 milhões. Esse indicador é observado de perto pelo mercado como termômetro da eficiência operacional, e sua queda justifica parte da realização de lucros nos papéis GMAT3.
Mesmo com a volatilidade do setor varejista, a companhia conseguiu manter uma geração de caixa robusta nos últimos três meses de 2025:
Analistas apontam que, embora o faturamento continue crescendo em ritmo acelerado, o desafio para as ações GMAT3 em 2026 será equilibrar os custos da expansão com a rentabilidade final entregue aos acionistas.


