Segundo relatos, a Polymarket está se preparando para lançar seu próprio token nativo, mas fontes afirmam que o lançamento não acontecerá até que a plataforma de previsão de preço se restabeleça completamente nos EUA após sua saída regulatória em 2022.
No início desta semana, o fundador e CEO da Polymarket, Shayne Coplan, gerou burburinho no X de criptomoedas após compartilhar uma publicação enigmática listando "POLY" junto com Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL) e BNB (BNB). A publicação desencadeou especulações de que a principal plataforma de mercado de previsão em breve lançará seu próprio token.
No entanto, fontes familiarizadas com o assunto disseram à Decrypt que a estreia do token não acontecerá tão cedo. Segundo relatos, a Polymarket planeja lançá-lo apenas após restabelecer completamente sua presença no mercado dos EUA, do qual foi forçada a sair em 2022 após ação regulatória da CFTC.
Esse retorno parece estar bem encaminhado. No início deste ano, a Polymarket adquiriu a corretora regulada pela CFTC, QCX, e a agência desde então emitiu uma carta de não-ação, efetivamente abrindo caminho para o retorno da Polymarket aos usuários americanos. Através da QCX, a empresa recentemente autocertificou seus primeiros mercados de previsão regulamentados para esportes e eleições, obtendo aprovação para operar nos EUA já em outubro.
A Polymarket não comentou oficialmente sobre os detalhes do token ou sua potencial utilidade. No entanto, a empresa havia sugerido anteriormente que pode ser projetado para "recompensas bônus e drops" para usuários fiéis da plataforma.
A estreia antecipada do token vem na esteira de um grande investimento de 2 bilhões de dólares na Polymarket da Intercontinental Exchange (ICE), a empresa controladora da Bolsa de Valores de Nova York. Esse acordo, anunciado no início deste mês, avaliou a Polymarket em 9 bilhões de dólares.
A parceria com a ICE abre as portas para que os dados de mercado da Polymarket sejam distribuídos para instituições financeiras em todo o mundo, integrando suas percepções de previsão em canais financeiros mais tradicionais.


