A Câmara Blockchain do Uruguai expressou preocupação sobre o projeto de regulamentação para Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), descrevendo-o como ambíguo e restritivo. A instituição alertou que o quadro proposto poderia gerar incerteza jurídica, aumentar os custos operacionais e desencorajar o desenvolvimento tecnológico no setor cripto.
De acordo com a Câmara, a linguagem da regra carece de clareza e introduz requisitos desproporcionais que poderiam limitar a atividade de pequenas empresas e desenvolvedores independentes. O documento argumenta que os empreendedores locais necessitam de regras precisas e justas, mas o texto depende fortemente de analogias que deixam margem para interpretação. O curto período de consulta pública complica ainda mais a análise técnica e impede uma avaliação abrangente do impacto legal e económico.
A Câmara também apontou que a definição de ativos virtuais financeiros é muito ampla. Poderia incluir tokens de utilidade e non-fungible tokens (NFT) que não servem a um propósito financeiro. Esta interpretação ampla pode impor deveres de conformidade a projetos que não estão diretamente relacionados com operações financeiras, afetando a sua sustentabilidade e crescimento futuro.
Continuando com relatórios sobre o Uruguai no CryptoNewsFlash, a proposta estabelece um esquema de autorização único para todos os PSAVs sem diferenciar entre tamanhos de negócios ou volumes de transações. De acordo com a Câmara, tal uniformidade pode tornar pequenas empresas economicamente inviáveis. A instituição sugere uma abordagem regulatória gradual semelhante ao modelo do sistema de pagamento do Uruguai, onde os requisitos aumentam à medida que as empresas crescem.
A Câmara criticou a ausência de uma sandbox regulatória—um mecanismo que permitiria às startups testar projetos sob condições controladas. Sem isso, os empreendedores enfrentam maior exposição legal e oportunidade limitada para experimentação.
Especialistas como o analista financeiro Juan Diana Romero concordam que, embora a regulamentação vise trazer ordem ao mercado cripto, suas definições ambíguas podem levar a conflitos interpretativos. O debate no Uruguai permanece aberto enquanto o setor cripto pede uma legislação mais precisa e adaptável.


