Espera-se que o Banco Central Europeu lance o euro digital nos próximos quatro anos, pendente de aprovações regulatórias.
As autoridades sugeriram esforços renovados para avançar a tecnologia em linha com outras jurisdições agora em fases piloto. Os críticos permanecem desafiadores, destacando potenciais complicações e riscos associados às finanças tradicionais.
Preparação do Euro Digital Entra em Nova Fase
De acordo com o BCE, a próxima fase para alcançar o euro digital está agora em andamento e necessita do quadro regulatório adequado. O banco recentemente concluiu a fase inicial de preparação, que começou em 2023, e estabeleceu novas datas para alcançar marcos futuros. Se a legislação estiver em vigor até 2026, uma fase piloto poderá começar em 2027.
No entanto, a primeira emissão está programada para começar em 2029, com a moeda digital do banco central (CBDC) sendo implementada para os consumidores. O banco começou a trabalhar na moeda digital em 2020 para rivalizar com o crescimento de ativos de criptomoedas privadas e fornecer aos usuários mais opções de pagamento. Um marco-chave alcançado até agora é a seleção da plataforma de serviço do euro digital.
"O processo de fornecimento cobriu componentes adquiridos externamente e componentes de origem interna. Externamente, o Banco Central Europeu (BCE) lançou licitações para cinco componentes do DESP; componentes de liquidação e emissão principais foram obtidos dentro do Eurosistema. Cinco fornecedores externos foram selecionados, e todos assinaram acordos-quadro", escreveu o banco.
Piero Cipollone, membro do Conselho do BCE, reiterou a importância do CBDC para pagamentos cotidianos em meio a resistências dos críticos. Os benefícios incluem transações de baixo custo, múltiplas opções e uma oportunidade de inovar dentro do ecossistema. Em um anúncio recente, o banco afirmou que complementará o dinheiro físico e garantirá que os usuários tenham acesso a meios de pagamento públicos e confiáveis.
Por outro lado, comentaristas pró-cripto criticaram o CBDC, descrevendo a tecnologia como uma ferramenta para promover o controle governamental. Isso desencadeou o debate global entre CBDCs e stablecoins, com a maioria dos governos apoiando o primeiro. Além do controle governamental, os críticos também levantaram preocupações sobre privacidade.
As autoridades preferem CBDCs porque eles lhes dão o poder de limitar o impacto do Bitcoin e outras criptomoedas. Além disso, surge a questão da jurisdição e da emissão de stablecoins, já que o dólar sustenta a maioria dos ativos. Este ano, vários países introduziram legislação positiva para regular stablecoins domésticas sob seu controle.
Isso seguiu o interesse institucional global em stablecoins no mesmo período. Bancos e outras corporações estabelecem esforços colaborativos conjuntos para escalar finanças transfronteiriças, reduzindo assim os custos.
Source: https://zycrypto.com/digital-euro-on-track-for-2029-pending-legal-framework-ecb/








