As probabilidades de Donald Trump restabelecer amplas tarifas dos EUA caíram drasticamente depois que o Supremo Tribunal questionou a extensão da autoridade presidencial na política comercial.
Os dados do mercado mostram agora apenas 21% de probabilidade de Trump recuperar o controlo tarifário unilateral. O desenvolvimento seguiu-se a argumentos orais onde os juízes expressaram dúvidas sobre a capacidade do presidente de contornar a supervisão do Congresso sobre restrições comerciais.
A decisão, esperada para o final deste mês, pode redefinir o âmbito do poder económico executivo.
Durante a audiência de terça-feira, vários juízes desafiaram a base legal que permitiu às administrações anteriores impor tarifas abrangentes sob disposições de emergência.
O debate centrou-se na questão de saber se o poder executivo pode agir independentemente sem o Congresso na definição de importantes medidas comerciais. Os observadores notaram que o tom do questionamento refletiu um ceticismo crescente em relação à autoridade presidencial sem controlo.
As tarifas anteriores de Trump sobre aço, alumínio e importações chinesas foram invocadas como exemplos de excessos que perturbaram as cadeias de abastecimento globais.
Analistas jurídicos disseram que os juízes pareciam favorecer limites legislativos mais claros, sugerindo que futuros presidentes podem enfrentar limites mais rigorosos. Além disso, a linha de questionamento indicou que uma maioria do Tribunal pode inclinar-se para restringir os poderes tarifários discricionários.
Os traders reagiram imediatamente após a audiência, reduzindo as probabilidades tarifárias de Trump de mais de 30% para 21%. O declínio acentuado refletiu uma incerteza mais ampla nos mercados dos EUA, que têm sido sensíveis a potenciais reversões de políticas sob uma futura administração Trump.
O analista Walter Bloomberg (@DeItaone) observou que as expectativas do mercado agora refletem uma visão mais cautelosa sobre decisões comerciais lideradas pelo executivo.
Além dos dados, os futuros ligados aos índices de manufatura dos EUA mostraram ligeiros ganhos à medida que os investidores apostavam num ambiente comercial mais previsível. Se o Tribunal decidir contra uma ampla autoridade presidencial, poderá limitar ações tarifárias abruptas que frequentemente causam volatilidade do mercado.
Os investidores estão a observar atentamente a decisão final do Supremo Tribunal, que poderá ter importantes implicações tanto para as indústrias domésticas como para os parceiros comerciais globais. Uma decisão que limite o poder comercial presidencial exigiria aprovação do Congresso para novas tarifas, introduzindo obstáculos processuais mas aumentando a transparência.
Os economistas sugerem que o resultado poderia acalmar os mercados e estabilizar as relações comerciais tensas por ações unilaterais anteriores. No entanto, uma decisão que mantenha uma ampla autoridade executiva pode reavivar receios de choques comerciais semelhantes aos observados entre 2018 e 2020.
Consequentemente, fundos de hedge e analistas de políticas estão a ajustar previsões para setores mais expostos a riscos tarifários, como manufatura, energia e agricultura.
Em Washington, legisladores focados no comércio estão a preparar potenciais respostas legislativas dependendo do veredicto.
Alguns membros do Congresso argumentam que restringir a discrição presidencial restauraria o equilíbrio entre os ramos do governo. Outros advertem que restrições excessivas poderiam enfraquecer a resposta dos EUA à manipulação comercial estrangeira.
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