New Glenn Reprodução/X Jeff Bezos O foguete New Glenn, da Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, chegou com sucesso à órbita pela segunda vez nesta semana – e isso representa um feito para o mercado de voos espaciais comerciais. Segundo Wendy Whitman Cobb, professora de Estratégia e Estudos de Segurança da Air University, em artigo publicado no The Conversation, além de lançar um par de satélites Escapade da Nasa, que estão a caminho da órbita de Marte para estudar o planeta, a Blue Origin conseguiu que o estágio inicial do New Glenn retornasse com sucesso à Terra e pousasse em uma plataforma no mar. Esse pouso certeiro permite que o propulsor seja reutilizado, reduzindo substancialmente o custo de acesso ao espaço. Initial plugin text Na maioria dos lançamentos atuais, o foguete é composto por várias partes. O primeiro estágio ajuda a impulsionar o foguete e sua espaçonave em direção ao espaço e se desprende quando seu combustível se esgota. Um segundo estágio então assume, levando a carga útil até a órbita. Cobb afirma que o pouso do propulsor do New Glenn torna esse lançamento recente bastante significativo para a empresa. Enquanto a SpaceX, de Elon Musk, precisou de várias tentativas para pousar seu primeiro propulsor, a Blue Origin alcançou esse feito já na segunda vez. Pousar os propulsores — e, mais importante, reutilizá-los — tem sido fundamental para reduzir o custo de acesso ao espaço para a SpaceX, assim como para outras empresas. Initial plugin text A Blue Origin também conseguiu aproveitar sua experiência e sucesso prévios com seu foguete suborbital, o New Shepard. Lançado das instalações da Blue Origin no Texas desde 2015, o New Shepard levou pessoas --como a cantora Kate Perry-- e cargas até a borda do espaço antes de retornar ao local de lançamento usando seu próprio sistema de propulsão. Para a especialista, o New Glenn também é significativo para a indústria espacial comercial em geral e para as capacidades espaciais dos EUA. Ele representa uma concorrência real para a SpaceX, especialmente para o Starship. Também oferece mais opções de lançamento para a Nasa, o governo dos EUA e outros clientes comerciais, reduzindo a dependência da SpaceX ou de qualquer outra empresa de lançamentos. A Blue Origin, inclusive, planeja usar o New Glenn em uma variedade de missões para clientes como a própria Nasa e Amazon, empresa que Bezos fundou. Segundo a especialista, isso incluirá missões para a órbita da Terra e, eventualmente, para a Lua. Além disso, esse segundo lançamento bem-sucedido do New Glenn também contribuirá para a certificação do foguete para lançamentos de segurança nacional. Esse feito permitirá que a empresa concorra a contratos para lançar satélites sensíveis de reconhecimento e defesa para o governo dos EUA. Embora tanto o New Glenn quanto o Falcon Heavy, o foguete mais poderoso atualmente disponível da SpaceX, sejam parcialmente reutilizáveis, o New Glenn é mais alto e pode transportar uma quantidade maior de carga útil à órbita. Com isso, segundo a especialista, a Blue Origin busca ampliar o sucesso do lançamento do New Glenn e de seu pouso de propulsor. O próximo lançamento previsto do New Glenn levará o módulo lunar não tripulado Blue Moon, no início de 2026. Mais Lidas New Glenn Reprodução/X Jeff Bezos O foguete New Glenn, da Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, chegou com sucesso à órbita pela segunda vez nesta semana – e isso representa um feito para o mercado de voos espaciais comerciais. Segundo Wendy Whitman Cobb, professora de Estratégia e Estudos de Segurança da Air University, em artigo publicado no The Conversation, além de lançar um par de satélites Escapade da Nasa, que estão a caminho da órbita de Marte para estudar o planeta, a Blue Origin conseguiu que o estágio inicial do New Glenn retornasse com sucesso à Terra e pousasse em uma plataforma no mar. Esse pouso certeiro permite que o propulsor seja reutilizado, reduzindo substancialmente o custo de acesso ao espaço. Initial plugin text Na maioria dos lançamentos atuais, o foguete é composto por várias partes. O primeiro estágio ajuda a impulsionar o foguete e sua espaçonave em direção ao espaço e se desprende quando seu combustível se esgota. Um segundo estágio então assume, levando a carga útil até a órbita. Cobb afirma que o pouso do propulsor do New Glenn torna esse lançamento recente bastante significativo para a empresa. Enquanto a SpaceX, de Elon Musk, precisou de várias tentativas para pousar seu primeiro propulsor, a Blue Origin alcançou esse feito já na segunda vez. Pousar os propulsores — e, mais importante, reutilizá-los — tem sido fundamental para reduzir o custo de acesso ao espaço para a SpaceX, assim como para outras empresas. Initial plugin text A Blue Origin também conseguiu aproveitar sua experiência e sucesso prévios com seu foguete suborbital, o New Shepard. Lançado das instalações da Blue Origin no Texas desde 2015, o New Shepard levou pessoas --como a cantora Kate Perry-- e cargas até a borda do espaço antes de retornar ao local de lançamento usando seu próprio sistema de propulsão. Para a especialista, o New Glenn também é significativo para a indústria espacial comercial em geral e para as capacidades espaciais dos EUA. Ele representa uma concorrência real para a SpaceX, especialmente para o Starship. Também oferece mais opções de lançamento para a Nasa, o governo dos EUA e outros clientes comerciais, reduzindo a dependência da SpaceX ou de qualquer outra empresa de lançamentos. A Blue Origin, inclusive, planeja usar o New Glenn em uma variedade de missões para clientes como a própria Nasa e Amazon, empresa que Bezos fundou. Segundo a especialista, isso incluirá missões para a órbita da Terra e, eventualmente, para a Lua. Além disso, esse segundo lançamento bem-sucedido do New Glenn também contribuirá para a certificação do foguete para lançamentos de segurança nacional. Esse feito permitirá que a empresa concorra a contratos para lançar satélites sensíveis de reconhecimento e defesa para o governo dos EUA. Embora tanto o New Glenn quanto o Falcon Heavy, o foguete mais poderoso atualmente disponível da SpaceX, sejam parcialmente reutilizáveis, o New Glenn é mais alto e pode transportar uma quantidade maior de carga útil à órbita. Com isso, segundo a especialista, a Blue Origin busca ampliar o sucesso do lançamento do New Glenn e de seu pouso de propulsor. O próximo lançamento previsto do New Glenn levará o módulo lunar não tripulado Blue Moon, no início de 2026. Mais Lidas

O que o pouso certeiro do propulsor do foguete de Jeff Bezos significa para a corrida espacial

2025/11/17 02:53
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New Glenn — Foto: Reprodução/X Jeff Bezos New Glenn — Foto: Reprodução/X Jeff Bezos

O foguete New Glenn, da Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, chegou com sucesso à órbita pela segunda vez nesta semana – e isso representa um feito para o mercado de voos espaciais comerciais.

Segundo Wendy Whitman Cobb, professora de Estratégia e Estudos de Segurança da Air University, em artigo publicado no The Conversation, além de lançar um par de satélites Escapade da Nasa, que estão a caminho da órbita de Marte para estudar o planeta, a Blue Origin conseguiu que o estágio inicial do New Glenn retornasse com sucesso à Terra e pousasse em uma plataforma no mar. Esse pouso certeiro permite que o propulsor seja reutilizado, reduzindo substancialmente o custo de acesso ao espaço.

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Na maioria dos lançamentos atuais, o foguete é composto por várias partes. O primeiro estágio ajuda a impulsionar o foguete e sua espaçonave em direção ao espaço e se desprende quando seu combustível se esgota. Um segundo estágio então assume, levando a carga útil até a órbita.

Cobb afirma que o pouso do propulsor do New Glenn torna esse lançamento recente bastante significativo para a empresa. Enquanto a SpaceX, de Elon Musk, precisou de várias tentativas para pousar seu primeiro propulsor, a Blue Origin alcançou esse feito já na segunda vez. Pousar os propulsores — e, mais importante, reutilizá-los — tem sido fundamental para reduzir o custo de acesso ao espaço para a SpaceX, assim como para outras empresas.

A Blue Origin também conseguiu aproveitar sua experiência e sucesso prévios com seu foguete suborbital, o New Shepard. Lançado das instalações da Blue Origin no Texas desde 2015, o New Shepard levou pessoas --como a cantora Kate Perry-- e cargas até a borda do espaço antes de retornar ao local de lançamento usando seu próprio sistema de propulsão.

Para a especialista, o New Glenn também é significativo para a indústria espacial comercial em geral e para as capacidades espaciais dos EUA. Ele representa uma concorrência real para a SpaceX, especialmente para o Starship. Também oferece mais opções de lançamento para a Nasa, o governo dos EUA e outros clientes comerciais, reduzindo a dependência da SpaceX ou de qualquer outra empresa de lançamentos.

A Blue Origin, inclusive, planeja usar o New Glenn em uma variedade de missões para clientes como a própria Nasa e Amazon, empresa que Bezos fundou. Segundo a especialista, isso incluirá missões para a órbita da Terra e, eventualmente, para a Lua.

Além disso, esse segundo lançamento bem-sucedido do New Glenn também contribuirá para a certificação do foguete para lançamentos de segurança nacional. Esse feito permitirá que a empresa concorra a contratos para lançar satélites sensíveis de reconhecimento e defesa para o governo dos EUA.

Embora tanto o New Glenn quanto o Falcon Heavy, o foguete mais poderoso atualmente disponível da SpaceX, sejam parcialmente reutilizáveis, o New Glenn é mais alto e pode transportar uma quantidade maior de carga útil à órbita.

Com isso, segundo a especialista, a Blue Origin busca ampliar o sucesso do lançamento do New Glenn e de seu pouso de propulsor. O próximo lançamento previsto do New Glenn levará o módulo lunar não tripulado Blue Moon, no início de 2026.

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