Pesquisadores encontraram evidências de beijo em várias espécies Getty Images via BBC News Humanos beijam, macacos beijam e até ursos polares beijam. E, agora, pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos reconstruíram a origem evolutiva desse enigma. O estudo sugere que o beijo na boca surgiu há mais de 21 milhões de anos e provavelmente era praticado pelo ancestral comum de humanos e outros grandes símios — primatas de grande porte, como gorilas, chimpanzés, orangotangos e humanos. A pesquisa concluiu que neandertais — parentes humanos mais próximos, extintos há cerca de 40 mil anos — também podem ter se beijado – e que humanos e neandertais podem até ter trocado beijos. Os cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" BBC News fonte GettyOs cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" O beijo é um enigma evolutivo para os cientistas: não traz benefícios óbvios de sobrevivência ou reprodução, mas aparece em muitas sociedades humanas e no reino animal. Ao identificar outros animais que se beijam, os pesquisadores conseguiram construir uma "árvore genealógica evolutiva" para determinar quando o gesto provavelmente surgiu. Para comparar o mesmo comportamento entre espécies diferentes, os pesquisadores precisaram definir de forma precisa – e pouco romântica – o que seria um "beijo". No estudo, publicado na revista Evolution and Human Behaviour, o beijo foi definido como contato oral-oral não agressivo "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento". "Humanos, chimpanzés e bonobos [primatas da família dos chimpanzés] todos se beijam", explicou Matilda Brindle, bióloga evolutiva da Universidade de Oxford e principal autora do estudo. A partir disso, concluiu: "é provável que o ancestral comum mais recente deles também se beijasse". O estudo identificou comportamentos que se enquadram na definição científica de beijo em lobos, cães-da-pradaria, ursos polares – que se beijam de forma desordenada, com muita língua – e até albatrozes. O foco foi nos primatas, especialmente nos símios, para traçar um quadro evolutivo da origem do beijo humano. "Achamos que o beijo provavelmente evoluiu há cerca de 21,5 milhões de anos nos grandes símios." A pesquisa também concluiu que os neandertais também se beijavam. Um estudo anterior sobre o DNA de neandertais mostrou que humanos modernos e neandertais compartilhavam um micro-organismo oral – um tipo de bactéria encontrada na saliva. "Isso significa que eles devem ter trocado saliva por centenas de milhares de anos após a separação das espécies", disse Brindle. Os cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" BBC News fonte GettyOs cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" Embora o estudo tenha identificado quando o beijo evoluiu, não conseguiu responder por que ele surgiu. Entre as hipóteses estão que o gesto teria surgido do comportamento de higiene dos ancestrais símios ou que ofereça uma forma íntima de avaliar saúde e compatibilidade de parceiros. "É importante entender que esse é um comportamento que compartilhamos com nossos parentes não humanos", disse Brindle, que espera que a pesquisa abra caminho para responder a essa questão. "Devemos estudar esse comportamento, e não apenas descartá-lo como bobo porque tem conotações românticas entre humanos." BBC FOOTER NOVO BBC Mais Lidas Pesquisadores encontraram evidências de beijo em várias espécies Getty Images via BBC News Humanos beijam, macacos beijam e até ursos polares beijam. E, agora, pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos reconstruíram a origem evolutiva desse enigma. O estudo sugere que o beijo na boca surgiu há mais de 21 milhões de anos e provavelmente era praticado pelo ancestral comum de humanos e outros grandes símios — primatas de grande porte, como gorilas, chimpanzés, orangotangos e humanos. A pesquisa concluiu que neandertais — parentes humanos mais próximos, extintos há cerca de 40 mil anos — também podem ter se beijado – e que humanos e neandertais podem até ter trocado beijos. Os cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" BBC News fonte GettyOs cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" O beijo é um enigma evolutivo para os cientistas: não traz benefícios óbvios de sobrevivência ou reprodução, mas aparece em muitas sociedades humanas e no reino animal. Ao identificar outros animais que se beijam, os pesquisadores conseguiram construir uma "árvore genealógica evolutiva" para determinar quando o gesto provavelmente surgiu. Para comparar o mesmo comportamento entre espécies diferentes, os pesquisadores precisaram definir de forma precisa – e pouco romântica – o que seria um "beijo". No estudo, publicado na revista Evolution and Human Behaviour, o beijo foi definido como contato oral-oral não agressivo "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento". "Humanos, chimpanzés e bonobos [primatas da família dos chimpanzés] todos se beijam", explicou Matilda Brindle, bióloga evolutiva da Universidade de Oxford e principal autora do estudo. A partir disso, concluiu: "é provável que o ancestral comum mais recente deles também se beijasse". O estudo identificou comportamentos que se enquadram na definição científica de beijo em lobos, cães-da-pradaria, ursos polares – que se beijam de forma desordenada, com muita língua – e até albatrozes. O foco foi nos primatas, especialmente nos símios, para traçar um quadro evolutivo da origem do beijo humano. "Achamos que o beijo provavelmente evoluiu há cerca de 21,5 milhões de anos nos grandes símios." A pesquisa também concluiu que os neandertais também se beijavam. Um estudo anterior sobre o DNA de neandertais mostrou que humanos modernos e neandertais compartilhavam um micro-organismo oral – um tipo de bactéria encontrada na saliva. "Isso significa que eles devem ter trocado saliva por centenas de milhares de anos após a separação das espécies", disse Brindle. Os cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" BBC News fonte GettyOs cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" Embora o estudo tenha identificado quando o beijo evoluiu, não conseguiu responder por que ele surgiu. Entre as hipóteses estão que o gesto teria surgido do comportamento de higiene dos ancestrais símios ou que ofereça uma forma íntima de avaliar saúde e compatibilidade de parceiros. "É importante entender que esse é um comportamento que compartilhamos com nossos parentes não humanos", disse Brindle, que espera que a pesquisa abra caminho para responder a essa questão. "Devemos estudar esse comportamento, e não apenas descartá-lo como bobo porque tem conotações românticas entre humanos." BBC FOOTER NOVO BBC Mais Lidas

Primeiro beijo surgiu há 21 milhões de anos, dizem cientistas

2025/11/19 20:24
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Pesquisadores encontraram evidências de beijo em várias espécies — Foto: Getty Images via BBC News Pesquisadores encontraram evidências de beijo em várias espécies — Foto: Getty Images via BBC News

Humanos beijam, macacos beijam e até ursos polares beijam. E, agora, pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos reconstruíram a origem evolutiva desse enigma.

O estudo sugere que o beijo na boca surgiu há mais de 21 milhões de anos e provavelmente era praticado pelo ancestral comum de humanos e outros grandes símios — primatas de grande porte, como gorilas, chimpanzés, orangotangos e humanos.

A pesquisa concluiu que neandertais — parentes humanos mais próximos, extintos há cerca de 40 mil anos — também podem ter se beijado – e que humanos e neandertais podem até ter trocado beijos.

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Os cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" — Foto: BBC News fonte Os cientistas definiram beijo como contato boca a boca "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento" — Foto: BBC News fonte

O beijo é um enigma evolutivo para os cientistas: não traz benefícios óbvios de sobrevivência ou reprodução, mas aparece em muitas sociedades humanas e no reino animal. Ao identificar outros animais que se beijam, os pesquisadores conseguiram construir uma "árvore genealógica evolutiva" para determinar quando o gesto provavelmente surgiu.

Para comparar o mesmo comportamento entre espécies diferentes, os pesquisadores precisaram definir de forma precisa – e pouco romântica – o que seria um "beijo".

No estudo, publicado na revista Evolution and Human Behaviour, o beijo foi definido como contato oral-oral não agressivo "com algum movimento dos lábios ou partes da boca e sem transferência de alimento".

"Humanos, chimpanzés e bonobos [primatas da família dos chimpanzés] todos se beijam", explicou Matilda Brindle, bióloga evolutiva da Universidade de Oxford e principal autora do estudo. A partir disso, concluiu: "é provável que o ancestral comum mais recente deles também se beijasse".

O estudo identificou comportamentos que se enquadram na definição científica de beijo em lobos, cães-da-pradaria, ursos polares – que se beijam de forma desordenada, com muita língua – e até albatrozes.

O foco foi nos primatas, especialmente nos símios, para traçar um quadro evolutivo da origem do beijo humano.

"Achamos que o beijo provavelmente evoluiu há cerca de 21,5 milhões de anos nos grandes símios."

A pesquisa também concluiu que os neandertais também se beijavam.

Um estudo anterior sobre o DNA de neandertais mostrou que humanos modernos e neandertais compartilhavam um micro-organismo oral – um tipo de bactéria encontrada na saliva.

"Isso significa que eles devem ter trocado saliva por centenas de milhares de anos após a separação das espécies", disse Brindle.

Os cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" — Foto: BBC News fonte Os cientistas afirmam que esse comportamento é algo "que compartilhamos com nossos parentes não humanos" — Foto: BBC News fonte

Embora o estudo tenha identificado quando o beijo evoluiu, não conseguiu responder por que ele surgiu.

Entre as hipóteses estão que o gesto teria surgido do comportamento de higiene dos ancestrais símios ou que ofereça uma forma íntima de avaliar saúde e compatibilidade de parceiros.

"É importante entender que esse é um comportamento que compartilhamos com nossos parentes não humanos", disse Brindle, que espera que a pesquisa abra caminho para responder a essa questão.

"Devemos estudar esse comportamento, e não apenas descartá-lo como bobo porque tem conotações românticas entre humanos."

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