O Bitcoin recuou 26,7% e marcou a maior correção do ciclo atual. O movimento acendeu todos os alertas de estresse, porém trouxe indicadores associados a fundos de mercado.
Além disso, o índice de “medo extremo” reforça que o preço pode estar descontado. Por isso, analistas afirmam que o ativo entrou em um dos momentos mais assimétricos para compra desde 2018.
A queda de segunda-feira levou o Bitcoin ao maior drawdown do ano. O estresse de mercado atingiu 67,82 pontos, acima do nível de observação. Entretanto, o indicador segue abaixo das zonas que costumam anteceder quebras estruturais.
Níveis de correção do bull market do Bitcoin – Fonte: CryptoQuant
A volatilidade explodiu durante o colapso, alcançando 4,55 desvios-padrão. Isso reforçou o caráter de “flush” típico de fases finais de correção. Além disso, o Índice de Medo e Ganância caiu abaixo de 10 antes de voltar a 15.
Historicamente, quedas para esse nível sempre geraram retornos expressivos. Segundo o economista Alex Kruger:
Os dados mostram média de 10% de alta em 7 dias, 23% em 80 dias e 33% após seis meses.
Diante disso, o analista VICTOR definiu o momento como “faixa de fechar os olhos e comprar”, sugerindo esgotamento da pressão vendedora.
Os indicadores de curto prazo reforçam que o mercado está perto de um fundo. O SOPR caiu para 0,97 e mostra que investidores recentes vendem com prejuízo. Além disso, o STH-MVRV segue bem abaixo de 1, revelando que quase todos os compradores de curto prazo estão no vermelho.
A pressão aumentou após 65.200 BTC serem enviados às exchanges com perdas. Portanto, a capitulação parece real e profunda. Entretanto, estruturas semelhantes surgiram em pontos importantes de reversão nos ciclos anteriores.
A maior correção do ciclo pressiona o mercado, mas também abre espaço para movimentos de recuperação.
Embora o curto prazo siga volátil, os dados históricos e on-chain sugerem proximidade de um fundo local. Por isso, muitos analistas veem a fase atual como uma oportunidade rara em ciclos avançados de alta.
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