A queda acelerada do Ether abaixo de US$ 3 mil eliminou os ganhos acumulados ao longo de um ano e deixou empresas com grandes reservas de ETH em situação delicada.
Além disso, dados de mercado mostram forte deterioração do apetite institucional, enquanto indicadores técnicos sugerem espaço para novas baixas.
O Ether caiu 30% em apenas 30 dias e chegou a US$ 2.806, o menor nível em quatro meses. Entretanto, analistas destacam que o movimento replica um fractal observado em 2022, quando o ativo iniciou uma forte correção até tocar a média móvel de 200 semanas.
ETH/USD – Fonte: TradingView
O ETH já recuou 41% desde a máxima histórica de US$ 4.955 em agosto. Por isso, cresce o temor de uma nova queda até a região de US$ 2.450, último suporte relevante no gráfico semanal. Além disso, o indicador supertrend emitiu sinal de venda — o mesmo padrão que antecedeu quedas de 66% e 82% em ciclos anteriores.
O recuo do Ether deixou os principais DATs (empresas com tesouraria em ativos digitais) no vermelho. Dados da Capriole Investments mostram perdas entre 25% e 48% nas posições em ETH. Além disso, todas as dez maiores empresas registram desempenho negativo na semana e no mês.
Desempenho das empresas com tesouraria em ETH – Fonte: Capriole Investments
A situação mais crítica é a da BitMine, que possui 3,56 milhões de ETH — cerca de 2,94% da oferta circulante. A empresa amarga queda de 28% na semana e 45% no mês, com prejuízo não realizado de US$ 3,7 bilhões.
SharpLink, Ether Machine e Galaxy Digital também enfrentam desvalorizações entre 50% e 80% em relação às máximas do ano.
Por isso, o indicador mNAV, que mede o valor de mercado versus o valor dos ativos, caiu abaixo de 1 para a maior parte dessas empresas, sinalizando menor capacidade de captação.
Além disso, reservas estratégicas e ETFs de Ether reduziram 280.414 ETH desde 11 de novembro. A saída marca a maior retirada semanal desde fevereiro, reforçando a queda na demanda institucional.
O analista Charles Edwards afirmou:
A queda do Ether expôs fragilidades no ecossistema, especialmente entre empresas altamente expostas ao ativo. Entretanto, o mercado segue atento ao comportamento do preço próximo à média móvel de 200 semanas, que historicamente serviu como suporte decisivo.
Caso o nível seja perdido, o setor pode enfrentar novas pressões e uma fase prolongada de aversão ao risco.
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