Um grupo bipartidário de legisladores dos EUA apresentou um projeto de lei na quinta-feira que proibiria os beneficiários de subsídios da Lei CHIPS de comprar equipamentos chineses de fabricação de chips por 10 anos, informou a Reuters em 20 de novembro.
A proposta visa uma ampla gama de ferramentas de fabricação de semicondutores, desde máquinas de litografia avançadas produzidas por empresas como a ASML até equipamentos usados para cortar e processar wafers de silício. Os representantes Jay Obernolte, republicano, e Zoe Lofgren, democrata, apresentaram o projeto de lei na Câmara. No Senado, o democrata Mark Kelly e a republicana Marsha Blackburn planejam apresentar um projeto de lei complementar em dezembro.
A Lei CHIPS, aprovada em 2022, reservou 39 bilhões de dólares para apoiar novas fábricas de chips e expansões de instalações existentes. Empresas como Intel, TSMC e Samsung Electronics receberam financiamento sob esta lei. O subsídio da Intel foi posteriormente convertido em participação acionária dos EUA.
De acordo com material de apoio dos legisladores, a China investiu mais de 40 bilhões de dólares em equipamentos de fabricação de semicondutores, e sua participação no mercado global aumentou. Ao mesmo tempo, fabricantes americanos de ferramentas para produção de chips expressaram preocupação que as restrições de exportação para a China poderiam reduzir as vendas e desacelerar o investimento em pesquisa e desenvolvimento. O uso de fundos da Lei CHIPS para comprar equipamentos chineses aumentou essas preocupações.
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