O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi recebido por André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), na Conamad (Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério de Madureira), em São Paulo, nesta 6ª feira (21.nov.2025). Eles se abraçaram no palco.
O encontro dos 2 foi 1 dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar Messias à vaga de ministro aberta no STF por causa da aposentadoria antecipada de Roberto Barroso.
Jorge Messias e André Mendonça são evangélicos. Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2021.
Na 5ª feira (20.nov.2025), Mendonça deu parabéns a Messias pela indicação. “Parabenizo o Min. Messias pela indicação ao Supremo. Trata-se de nome qualificado da AGU e que preenche os requisitos constitucionais. Assim, também cumprimento o presidente da República por sua indicação. Messias terá todo o meu apoio no diálogo republicano junto aos senadores”, escreveu Mendonça em seu perfil no X.
Messias ainda precisará passar por Sabatina no Senado antes da nomeação oficial ao STF.
Eis como funciona a análise no Senado:
Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e nasceu em 25 de fevereiro de 1980. É ministro da AGU (Advocacia Geral da União) desde o início do 3º mandato do presidente Lula. Foi escolhido em dezembro de 2022.
É graduado em direito pela Faculdade de Direito do Recife da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e mestre e doutor pela UnB (Universidade de Brasília). Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência no governo Dilma Rousseff (PT), secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Também foi procurador do Banco Central e conselheiro fiscal do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sempre em governos petistas. Além disso, atuou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) como assistente júnior.
Em 2022, antes de ser escolhido ministro, Messias liderou a lista sêxtupla enviada a Lula por procuradores da Fazenda e advogados da União com sugestões para o comando da AGU. É procurador da Fazenda Nacional desde 2007.
Messias ficou conhecido em 2016, quando a Lava Jato divulgou uma conversa de Lula e Dilma. À época, o presidente eleito estava na iminência de se tornar ministro da Casa Civil. Por telefone, Dilma disse estar enviando o “Bessias” com o termo de posse, que deveria ser usado “em caso de necessidade”. A então presidente estaria se referindo à prerrogativa de foro privilegiado que os ministros têm.
Com a aposentadoria obrigatória aos 75 anos de idade, Messias poderá atuar na Corte até 2055, caso seja aprovado.


