Um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou abrir sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda. O documento foi elaborado pelo Cime (Centro Integrado de Monitoração Eletrônica) após o sistema registrar, às 00h07 de sábado (22.nov.2025), um alerta de violação do equipamento.
Segundo o relatório, a equipe de escolta posicionada nas proximidades da residência do ex-presidente, no condomínio Solar de Brasília, foi acionada imediatamente, assim como a direção da unidade. Os policiais penais fizeram contato com Bolsonaro e solicitaram que ele se apresentasse para verificação da tornozeleira. A diretora adjunta do Cime se deslocou ao local para uma análise presencial.
Assista ao vídeo do equipamento queimado (1min28s):
Inicialmente, a informação repassada pela escolta era de que Bolsonaro teria batido o dispositivo na escada. No entanto, ao examinar a tornozeleira, a diretora identificou marcas de queimadura ao redor de toda a estrutura, especialmente na área de fechamento. Ao ser questionado, Bolsonaro afirmou ter usado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento.
O relatório registra que não havia danos na pulseira da tornozeleira, apenas no case que abriga o dispositivo. Diante da violação, o equipamento foi substituído e o novo modelo teve funcionamento testado antes da liberação do ex-presidente.
Veja fotos da tornozeleira que Bolsonaro diz ter tentado queimar:
Veja fotos da tornozeleira que Bolsonaro diz ter tentado queimar
A prisão foi decretada neste sábado (22.nov) depois de a PF (Polícia Federal) apresentar novos elementos que, segundo Moraes, indicam risco de fuga e ameaça à ordem pública. A decisão se dá às vésperas do trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente está detido na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e deve passar por audiência de custódia no domingo (23.nov).
Segundo Moraes, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica por volta da meia-noite deste sábado (22.nov). O ministro afirmou que a violação do equipamento demonstra intenção de fuga, que seria favorecida por uma vigília de orações organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, afirma a ordem do ministro do STF.
Em publicação no X na 6ª feira (21.nov), Flávio havia convocado uma vigília “pela saúde” do pai e afirmou que venceria “injustiças” e “perseguições” com oração. O episódio foi citado por Moraes como elemento adicional para fundamentar a necessidade da prisão preventiva, com o objetivo de preservar a ordem pública.
Assista (1min24s):
Na decisão, Moraes também mencionou a possibilidade de Bolsonaro buscar refúgio na embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de 13 km de sua residência em Brasília, distância que, segundo o ministro, pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos de carro.
A prisão preventiva tem caráter cautelar e não representa o início da execução da pena definida na condenação pelo processo da tentativa de golpe de Estado.
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