No final de semana, uma mudança anunciada no X que visava aumentar a transparência rapidamente se transformou em combustível para controvérsias, desconfiança e acusações de exposição indevida de usuários. A causadora da nova polêmica foi a página “Sobre esta conta”, que revela, entre outros dados, o país ou região em que cada perfil estaria baseado. Este recurso, prometido pela empresa desde outubro, foi apresentado no sábado (22) por Nikita Bier, chefe de produto do X. "Este é um primeiro passo importante para garantir a integridade da praça pública global. Planejamos fornecer muitas outras maneiras para os usuários verificarem a autenticidade do conteúdo que veem no X", escreveu ele na plataforma. A reação, porém, foi imediata. Conforme relatado pelo Business Insider, usuários que vivem em países onde a liberdade de expressão é limitada disseram que a medida era como uma forma involuntária de exposição, capaz de gerar riscos políticos reais. Outros alegaram que se tratava de “doxxing forçado” - doxxing é a prática de coletar e divulgar informações pessoais ou identificáveis de alguém na internet sem consentimento, geralmente com a intenção de expor, constranger, intimidar ou causar algum dano à pessoa. Também surgiram questionamentos sobre a precisão das informações: contas criadas via VPN, por exemplo, poderiam aparecer geolocalizadas em regiões completamente distintas daquelas onde seus donos realmente vivem. A polêmica rapidamente evoluiu para uma caçada coletiva por inconsistências. Usuários começaram a examinar páginas “Sobre esta conta” de perfis politicamente engajados, sobretudo de movimentos alinhados ao movimento MAGA (sigla do lema “Make America Great Again”), e descobriram que muitos deles operam de lugares bem distantes dos Estados Unidos. Por exemplo, a conta MAGA NATION, que soma cerca de 400 mil seguidores e se apresenta como “América Primeiro”, aparecia associada a um país do Leste Europeu fora da União Europeia. Outro perfil, America First, com quase 70 mil seguidores, é listado como sediado em Bangladesh. Diante da pressão, o X recuou, removendo temporariamente a indicação de origem de algumas contas. Bier admitiu que os dados “não eram totalmente confiáveis”, especialmente em perfis antigos, e prometeu restabelecer a ferramenta até terça-feira (25). Horas depois, em tom de exaustão, publicou apenas: “Preciso de uma bebida”. Mais Lidas No final de semana, uma mudança anunciada no X que visava aumentar a transparência rapidamente se transformou em combustível para controvérsias, desconfiança e acusações de exposição indevida de usuários. A causadora da nova polêmica foi a página “Sobre esta conta”, que revela, entre outros dados, o país ou região em que cada perfil estaria baseado. Este recurso, prometido pela empresa desde outubro, foi apresentado no sábado (22) por Nikita Bier, chefe de produto do X. "Este é um primeiro passo importante para garantir a integridade da praça pública global. Planejamos fornecer muitas outras maneiras para os usuários verificarem a autenticidade do conteúdo que veem no X", escreveu ele na plataforma. A reação, porém, foi imediata. Conforme relatado pelo Business Insider, usuários que vivem em países onde a liberdade de expressão é limitada disseram que a medida era como uma forma involuntária de exposição, capaz de gerar riscos políticos reais. Outros alegaram que se tratava de “doxxing forçado” - doxxing é a prática de coletar e divulgar informações pessoais ou identificáveis de alguém na internet sem consentimento, geralmente com a intenção de expor, constranger, intimidar ou causar algum dano à pessoa. Também surgiram questionamentos sobre a precisão das informações: contas criadas via VPN, por exemplo, poderiam aparecer geolocalizadas em regiões completamente distintas daquelas onde seus donos realmente vivem. A polêmica rapidamente evoluiu para uma caçada coletiva por inconsistências. Usuários começaram a examinar páginas “Sobre esta conta” de perfis politicamente engajados, sobretudo de movimentos alinhados ao movimento MAGA (sigla do lema “Make America Great Again”), e descobriram que muitos deles operam de lugares bem distantes dos Estados Unidos. Por exemplo, a conta MAGA NATION, que soma cerca de 400 mil seguidores e se apresenta como “América Primeiro”, aparecia associada a um país do Leste Europeu fora da União Europeia. Outro perfil, America First, com quase 70 mil seguidores, é listado como sediado em Bangladesh. Diante da pressão, o X recuou, removendo temporariamente a indicação de origem de algumas contas. Bier admitiu que os dados “não eram totalmente confiáveis”, especialmente em perfis antigos, e prometeu restabelecer a ferramenta até terça-feira (25). Horas depois, em tom de exaustão, publicou apenas: “Preciso de uma bebida”. Mais Lidas

X recua após expor país de origem de contas e acender alerta sobre segurança e inconsistências

2025/11/24 20:18
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Causadora da nova polêmica foi a página 'Sobre esta conta', que revela, entre outros dados, o país ou região em que cada perfil estaria baseado
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